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Agricultores vão recuperar rodovia

GM, Rede Gazeta do Brasil, p. B14
19 de Abr de 2004

Agricultores vão recuperar rodovia

Em iniciativa inédita, produtores desembolsam R$ 1 milhão para garantir escoamento da safra. A Associação dos Beneficiários da Rodovia do Desenvolvimento (MT-140) assinou convênio com o Banco do Brasil e o governo do Mato Grosso na última sexta-feira, em Rondonópolis (214 km ao sul de Cuiabá), durante o Agrishow Cerrado, para a recuperação de 87 km de rodovia entre os municípios de Campo Verde e Nova Brasilândia.

Os produtores recorreram à modalidade da emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) no valor de R$ 1 milhão para garantir infra-estrutura na rodovia. Hoje o banco já libera R$ 60 mil para os produtores. Na MT-140, já existem sete quilômetros asfaltados. A meta para este ano é asfaltar 45 km, sendo 35 em Campo Verde e 10 em Nova Brasilândia.

Parceria público privada

"Essa é uma iniciativa inédita. O agricultor está pondo o dinheiro no bolso para garantir o escoamento da sua produção e melhor qualidade de vida", disse o presidente da associação, José Pupin. "Os negócios saem do Agrishow e o banco está atuando com o grande, médio e grande produtor para o desenvolvimento do estado. Estamos dispostos a ser parceiros", comentou Anísio Carassini, superintendente do BB em Mato Grosso.

A exemplo dos 26 consórcios rodoviários já firmados entre o Estado, produtores rurais e prefeituras, o secretário de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), Luiz Antônio Pagot, avaliou como positiva a iniciativa do agricultores e do bando. Com recursos do Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab), que este ano vai arrecadar R$ 250 milhões, citou Pagot, ano passado o Estado ganhou 509 km de asfalto.

A iniciativa de se utilizar a CPR partiu do secretário em reuniões com o Banco do Brasil. Segundo Pagot, dos 26,5 mil km de rodovias estaduais, apenas 2.450 km tem asfalto, o que representa menos de 10% da malha estadual.

"O Banco do Brasil tem comparecido em várias ações do governo atuando em várias áreas. É o primeiro banco de grande porte que entra efetivamente na CPR. É fundamental que o Mato Grosso, que cresce 4% a mais que o Brasil, invista em infra-estrutura.", disse Pagot.

GM, 19/04/2004, Rede Gazeta do Brasil, p. B14

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