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Agricultores teriam ameaçado a equipe técnica que atuava na reserva Duque de Caxias

Diário Catarinense-Florianópolis-SC
04 de Jun de 2004

A demarcação de terras da Reserva Indígena Duque de Caxias, em Doutor Pedrinho, deveria ter sido concluída esta semana, não fosse a imprevista interrupção provocada por pressão dos moradores das áreas atingidas.

Os trabalhos só serão retomados com a garantia de que a Polícia Federal faça a segurança, evitando assim conflitos diretos envolvendo técnicos, agricultores e índios. A demarcação começou em fevereiro, com prazo de 90 dias para a conclusão, mas agricultores teriam ameaçado a equipe que atuava na região.

O trabalho técnico que está redimensionando os marcos da reserva indígena foi suspenso no início de maio, quando estava na metade do curso. Os técnicos da empresa Seta - Serviços Técnicos e Agrimensura, do Maranhão, estavam remarcando terras na altura da Reserva Biológica de Sassafrás, em Doutor Pedrinho.

O engenheiro agrimensor da Fundação Nacional do Índio (Funai) Sérgio de Campos, responsável pelo acompanhamento técnico da demarcação, afirma que metade do trabalho de campo havia sido feito. Para a conclusão da remarcação, o engenheiro diz que serão necessários outros 30 dias.

Mas o coordenador-geral de demarcação da Funai, em Brasília, Manoel Francisco Colombo, adianta que os trabalhos só serão retomados com o acompanhamento da Polícia Federal. "Não tem outro jeito", atesta. "Agora que a Polícia Federal retomou as atividades estamos resolvendo", diz ele, referindo-se à greve do setor.

Situação se complicou em Doutor pedrinho

O processo de demarcação de terras envolve o acréscimo de 23 mil hectares na área onde hoje vivem os índios do Alto Vale. São terras pertencentes a José Boiteux, Vitor Meireles, Itaiópolis e Doutor Pedrinho.

A demarcação começou em José Boiteux, onde seis quilômetros quadrados da cidade foram designados à reserva. Em José Boiteux não houve resistência por parte dos colonos. Em Doutor Pedrinho a situação foi mais complicada. O coordenador de demarcação da Funai diz que os colonos se movimentaram contra o trabalho.

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