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Agentes Escolares Participam de Oficina sobre DST/Aids

Folha de Boa VIsta-Boa Vista-RR
31 de Ago de 2002

Os participantes tiveram esclarecimentos sobre métodos preventivos

Para encerrar o curso de capacitação em saúde preventiva, destinado a agentes escolares, foi realizada na manhã de ontem, no Palácio da Cultura, uma oficina sobre Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O curso, que iniciou dia 26, teve a participação de 42 agentes das escolas da capital.
Segundo a coordenadora estadual do Programa de Saúde do Adolescente e do Jovem, Maria Cícera Gomes de Lucas, o objetivo da oficina foi dar maiores esclarecimentos sobre prevenção e informar novos métodos preventivos aos participantes, com foco centrado para a saúde e bem-estar de jovens e adolescentes.
A oficina contou com dinâmicas de grupo, palestras, debates, seções de vídeos e depoimentos. Para a agente Maria Nabi Gonzaga da Silva, da escola Wanda da Silva Pinto, no bairro Santa Luzia, o curso de capacitação é importante pelo fato de ser direcionado a jovens e adolescentes.
"A escola tem que ficar ciente do que acontece com os alunos a fim de resolver eventuais problemas. Orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, Aids e gravidez também são essenciais para o desenvolvimento desse trabalho", comentou.
Ela disse que uma das principais dificuldades encontradas pelos agentes quanto à promoção da saúde - e principalmente à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis - é a família, que muitas vezes é desinformada e trata esse assunto como sendo um tabu.
"Os alunos têm, de fato, interesse em ficar informados a respeito de doenças e métodos de prevenção. O problema são os pais, que nem sempre apóiam essa iniciativa da escola", comentou ao ressaltar que outros fatores também contribuem para que o índice de doenças e gravidez na adolescência aumente.
Os principais são famílias desestruturadas, fuga da repressão da família, problemas financeiros e, segundo a coordenadora do programa, falta de informação, já que muitos sabem da existência de métodos preventivos, mas não sabem como utilizá-los.
PROGRAMA- Conforme a coordenadora, das 69 escolas na capital, somente 27 faltam ser atendidas. "O Programa abrange toda a área de saúde. São repassadas às escolas orientações sobre comunicação, relações humanas, auto-estima, gravidez, além de prevenção a doenças", disse.
Maria Cícera informou que o programa é desenvolvido através de Jornadas. A escola elabora um programa contendo os temas para discussão e o público alvo. A coordenação então envia os agentes para fazer as palestras e repassar as orientações necessárias.
"É preciso que as escolas dêem mais apoio para esse trabalho, pois ele é muito importante para o desenvolvimento saudável do adolescente e do jovem. O maior engajamento de toda a comunidade escolar e da sociedade, principalmente pais, é essencial para o desenvolvimento dessa atividade", esclareceu.
ESTATÍSTICAS - Segundo a Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, este ano foram registrados 15 novos casos de Aids. No Estado, existem em média 300 casos notificados da doença. A maior incidência se concentra entre pessoas de 20 a 34 anos do sexo masculino.

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