Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
04 de Out de 2005
O advogado Luiz Waldemar Albrecht, que defende os tuxauas Genival Silva (Contão) e Fernando da Silva Salomão (Taxi 2), procurou a Folha para reclamar da demora da Funai (Fundação Nacional do Índio) em fornecer uma declaração que irá compor os autos do pedido de relaxamento de prisão dos indígenas. Eles estão presos desde terça-feira passada.
Segundo ele, desde sexta-feira passada, vem tentando emitir uma declaração que comprova que os tuxauas são índios, têm residência fixa e vivem da agricultura. "É a Funai quem libera esse documento. Os demais para que o pedido seja feito já estão concluídos", complementou Albrecht.
Depois de serem ouvidos pela Polícia Federal, os indígenas foram encaminhados a Cadeia Pública na quinta-feira passada, onde estão até hoje na esperança de terem a prisão relaxada. Conforme Albrecht essa prisão pode ser revogada a qualquer momento, mas para isso precisa do atestado fornecido pela Funai.
Genival Silva foi preso por agentes da Polícia Federal sob a acusação de ter comandado pessoalmente o grupo de aproximadamente 150 pessoas que incendiou a Missão Surumu, na Raposa Serra do Sol. Por esse fato, o tuxaua responderá por crimes de extorsão mediante seqüestro, ameaça, seqüestro, cárcere privado, furto, roubo, porte ilegal de armas, incêndio e tortura. Já Fernando Salomão é acusado de envolvimento no incêndio da Missão Surumu.
FUNAI - O administrador da Funai, Gonçalo Teixeira, disse que no final de semana estava em visita nas áreas indígenas e isso resultou num impasse na assinatura do documento. No entanto, ele informou que a declaração de residência e atividade já foi providenciada pela chefia do posto da Funai, no Contão.
Sobre as declarações de tuxaua, Gonçalo afirmou que os mesmos já têm esse documento e só esses que exigiam a assinatura do administrador do órgão federal. "Mas tudo exige um processo. Não depende só da Funai. Tem outros documentos e não pode ser providenciado na hora", justificou. (L.F.)
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