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Advogada do CIR é empossada conselheira indigenista da Funai

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
12 de Fev de 2004

A advogada do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Joênia Batista de Carvalho, índia Wapixana, foi empossada como um dos novos membros titulares do Conselho Indigenista da Funai (Fundação Nacional do Índio). Os sete titulares e suplentes foram empossados pelo presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes.

Segundo ele, o processo de revisão demográfica das reservas indígenas, como ocorre em Roraima, é uma das grandes surpresas da história e deve ser comemorado. "Povos que estavam condenados ao fim começaram a recuperar sua população", afirmou. Também destacou que o país avança nas questões indígenas, destacando que perto de 70% das terras já foram demarcadas e que existem aproximadamente 200 a serem identificadas.

Para o presidente, o conselho deve auxiliar não apenas a Funai, mas todo o estado brasileiro no que diz respeito ao encaminhamento de propostas sobre as questões indígenas.

Na solenidade, o conselheiro Carlos Moreira Neto afirmou que o órgão repete atualmente uma tradição desde a década de 30, com o Serviço de Proteção ao Índio. "É a tradição de sempre manter viva a luz do entendimento e a consciência de que os direitos indígenas devem ser preservados, bem como o empenho permanente de estar a serviço da causa", enfatizou.

Sucessor do Conselho Nacional do Índio, em 1938, o Conselho Indigenista reúne antropólogos, indigenistas e advogados com história de dedicação à causa indígena.

"A participação dos conselheiros tem sido fundamental para orientar a Funai na discussão de questões atuais, como tutela, Estatuto do Índio, demarcação das terras indígenas e uso de recursos florestais, agrícolas e minerais", afirma a Assessoria da Funai.

Esses são alguns dos assuntos em debate ocorrido na sede da instituição, na primeira reunião de trabalho, em Brasília. A pauta destacou ainda itens como demarcação de terras indígenas e atuação das missões religiosas.

Indicados pela presidência da Funai e nomeados pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, os novos conselheiros ligados a entidades que tratam das questões indígenas, como a Associação Brasileira de Antropologia e universidades, terão mandato de dois anos, sendo permitida a recondução.

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