Diário da Amazônia-Porto Velho-RO
08 de Fev de 2006
"Nós vencemos!..." sorriso nos lábios e com sinais físicos de grande cansaço, foi a primeira reação dos indígenas ontem, após 8 dias de ocupação da sede da Funai em Guajará-Mirim e um dia de negociação com os representantes da Funai de Brasília. Eles conseguiram a garantia da exoneração do administrador Dídimo Graciliano de Oliveira.
Depois de uma primeira noite de sentimentos vitoriosos, acordaram com um gosto amargo, pois a retirada do prédio exigida no Acordo significava deixar possibilidades à Funai de apagar provas de muitas irregularidades e facilitar aos funcionários a utilização da estrutura e dos recursos do órgão oficial indigenista para articular uma manifestação a favor da permanência do Dídimo. Essa previsão tinha fundamentos: domingo uma funcionária da Funai entrou na sede, ficou horas de portas trancadas e saiu com uma pasta debaixo do braço.
Desde a manhã de segunda-feira, funcionários da Funai e indígenas a favor do Dídimo, inclusive o negociador da Funai de Brasília, Almir de Amorim Von Held, ocuparam a sede nos horários de expediente e só deixam entrar quem eles querem.
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