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Acreanos tentam derrubar patente do cupuaçu

A Tribuna-Rio Branco-AC
17 de Mar de 2003

A ong acreana Amazonlink comanda o processo de anulação da patente do cupuaçu, registrado pela empresa japonesa Asahi Foods Co. A patente proíbe brasileiros, legítimos proprietários do produto, de comercializarem qualquer derivado do cupuaçu ou utilizarem a marca cupuaçu em embalagens. A Amazonlink uniu-se ao Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e a outras organizações de diferentes regiões para contratar a Back & Mc-Mackenzie, um grande escritório de advocacia internacioanal, para ingressar com ação anulatória da patente na Justiça japonesa. "Temos tudo pronto para isso", disse Michael Schmidlehner, presidente da ong.

O cupuaçuzeiro, denonominado cientificamente de Theobroma grandiflorum é uma árvore da floresta tropical úmida, que no estado silvestre, chega com freqüência a 20 m de altura e 45 cm de diâmetro do caule à altura do peito. Nos indivíduos cultivados, o porte varia de 6 a 8 m, com a copa em andares chegando a atingir 7 m de diâmetro.

O fruto é uma baga de 12 a 25cm de comprimento e 10 a 12 cm de diâmetro, pesando em média 1 .500g; apresenta normalmente 36 sementes, são superpostas em cinco colunas em torno de um eixo central, vulgarmente chamado de talo. Cada uma das sementes é envolvida por uma abundante polpa branco-amarelada de sabor ácido e cheiro agradável (polpa).

A safra do cupuaçu coincide com o período das chuvas no Estado do Acre. A produção de frutos se inicia no mês de dezembro estendendo-se até Junho.

A produtividade por árvore é bastante variável. Estima-se que com 5 anos de idade a produção varia de 10 a 20 frutos/planta, cada um pesando 1 Kg, o que resulta uma produção média aproximada de 1400 Kg de polpa e 600 Kg de sementes por hectare.

Atualmente a quantidade de polpa comercializada no Acre é de 220 toneladas por ano. Porém, devido aos programas governamentais de organização da produção, aumenta muito a oferta do produto in natura.

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