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Acre tem ponto facultativo por causa da chuva

O Globo, O País, p. 3
24 de Fev de 2012

Acre tem ponto facultativo por causa da chuva

O governador do Acre, Tião Viana, decretou ponto facultativo ontem e hoje em razão das cheias do Rio Acre, que castigam o estado e afetam 65 mil pessoas. A prefeitura de Rio Branco, no entanto, optou por não acompanhar o decreto.
A Secretaria estadual de Educação informou que 20 escolas urbanas e uma rural foram prejudicadas pela cheia. Em Rio Branco, 13 escolas com 2.982 alunos não estão funcionando.
O número de atingidos pelas chuvas que fizeram transbordar o Rio Acre chega a mais de 65 mil pessoas, segundo o comandante da Defesa Civil do estado, coronel João de Jesus Oliveira da Silva. Só em Rio Branco, são quase 12 mil atingidos. No total, há 6.840 pessoas desabrigadas, que foram encaminhadas para alojamentos da prefeitura e do estado.
Na quarta-feira, o nível do Rio Acre marcava 17,48 metros e deve continuar subindo. A previsão para os próximos dias é de chuva entre 90 e 100 milímetros. Em Xapuri, a população está sendo avisada sobre o aumento no volume das águas, e carros de som orientam as famílias. Já em Brasileia, o volume das águas começou a baixar, e em Santa Rosa, banhada pelo Rio Purus, também começa a se estabilizar. O nível das águas baixou 2,5 metros.
Em 1997, o Rio Acre alcançou o nível máximo já registrado, com 17,67 metros, sendo considerada uma das piores cheias da História do estado. Várias cidades estão alagadas, entre elas Rio Branco, Porto Acre, Santa Rosa, Rio Branco, Assis Brasil, Manoel Urbano e Sena Madureira. Em Rio Branco, sob estado de emergência desde a quinta-feira passada, 1.918 famílias perderam suas casas e estão em abrigos públicos ou em casas de parentes.
Relatório parcial elaborado em conjunto pela Secretaria municipal de Floresta e Agricultura, pela Defesa Civil e pelo governo estadual aponta prejuízo de R$12,4 milhões na produção agrária de 16 comunidades rurais de Rio Branco. Os plantios de mandioca, banana, grãos e frutas se perderam com o alagamento das roças. (Com G1)

O Globo, 24/02/2012, O País, p. 3

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