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Acordo com indígenas perto da conclusão

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05 de Ago de 2008

Presidente da Terracap confia em solução breve para mudança de tribo

O presidente da Terracap, Antônio Gomes, recebeu, hoje, às 10h, na sede da empresa, a comissão de representantes dos índios que ocupam as terras do futuro bairro Setor Noroeste. A área onde eles se encontram vai ficar intocável até que sejam resolvidos todos os assuntos pendentes, disse o presidente. Durante a reunião, Antônio Gomes apresentou três novas terras para os representantes decidirem para qual serão removidos.

Compareceram à reunião quatro índios que estavam representando a tribo. Eles foram levados para conhecer dois dos locais selecionados pela Terracap e pelo Ibama. Um deles fica no Recanto das Emas, no Núcleo Rural Monjolo e outro próximo à Granja do Torto, sentido Sobradinho. Uma outra área também foi apresentada, mas essa já é conhecida pelo grupo. Ela fica no próprio Setor Noroeste, a 10 metros do local onde a tribo mora atualmente.

De acordo com Antônio Gomes, o melhor local para eles seria a área do Recanto das Emas, pois possui córrego e muita mata. "Estamos negociando e tratando todos com muito respeito. Eles não têm compromisso de escolher nada é apenas uma negociação", diz. Se tudo der certo, em no máximo seis meses, a mudança e a construção do novo local já estarão prontas. A área será do mesmo tamanho que a atual, 12 hectares.

O local será decidido após todas as famílias entrarem num consenso. Os índios que não aceitarem a decisão poderão permanecer na área atual até que as obras cheguem perto do local. Os representantes irão ver o estado das áreas e a localidade e, depois, por meio de uma votação com as famílias, irão decidir o que será resolvido.

O líder dos representantes Manoel Correia mora na tribo há 20 anos e conta que ninguém quer sair do atual terreno. "Queremos continuar no nosso local, mas como a briga está feia estamos tentando entrar num acordo. Já nos apresentaram as áreas pelo mapa, agora vamos conhecê-las pessoalmente. Iremos avaliá-las e depois junto com toda a comunidade decidir o que será melhor para o nosso povo", conta.

(Com a colaboração da estagiária Ludmila Mendonça).

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