Revista História Viva - http://www2.uol.com.br/historiaviva/
Autor: Heloísa Broggiato
04 de Out de 2010
Entre 1822 e 1825, durante viagem pelo país, o pintor alemão Johann Mauritz Rugendas retratou índios navegando nos rios em canoas feitas de madeira. Em 1999, em uma seca do rio Aiuruoca, em São Vicente de Minas, no estado de Minas Gerais, apareceram dois exemplares dessas canoas. Uma virou cocho para cavalos em um sítio da região. A outra ficou guardada no parque de exposições da cidade e, mais de dez anos depois, foi submetida a uma análise com carbono 14 nos Estados Unidos.
O exame comprovou que a peça pode ter sido uma das embarcações usadas pelos povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos europeus, como aquelas canoas de Rugendas. De acordo com os resultados do teste, a canoa, de 10,6 metros de comprimento e 70 cm de largura, data do período de 1480 a 1660.
Comprovada a autenticidade, autoridades brasileiras estão agora trabalhando para tombar e preservar a peça. O achado arqueológico já passou por vistoria da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora, o objetivo da prefeitura de São Vicente de Minas é encontrar um imóvel para abrigar a raridade e deixá-lo aberto à visitação pública.
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