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Abastecimento não é afetado, diz governo

OESP, Cidades, p. C6
25 de Ago de 2006

Abastecimento não é afetado, diz governo
Coordenador de Saneamento teme desassoreamento, devido à poluição

Paulo Baraldi e Camilla RIGI

O coordenador de Saneamento da Secretaria Estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Ricardo Araújo, diz ser falsa a idéia de que a represa está com perda da capacidade de acúmulo de água. De acordo com ele, um estudo feito pela Sabesp em 2005 mostra que, comparado a 1986, o nível caiu 1,5%.

"Assoreamento de reservatório acontece sempre", diz Araújo. Segundo ele, não há problemas para o abastecimento das 4 milhões de pessoas que dependem da represa. Existe sim para o turismo no local. Uma equipe de Araújo quase foi vítima de um dos pontos assoreados, pois por pouco o grupo não ficou encalhado. "Os navegadores reclamam e com razão, pois criam-se bancos de areia."

Araújo diz que um projeto de desassoreamento da represa poderia acarretar outro problema: um processo desse tipo poderia desprender do fundo da represa toda a carga poluidora, como esgoto e lixo. "Não tem urgência no desassoreamento, pois o problema é a qualidade da água bruta. O grande desafio é manter a água sob controle, sendo tratada para ser distribuída."

De acordo com Araújo, a represa tem capacidade para 180 milhões de metros cúbicos hoje, sendo que na sua inauguração, era possível armazenar 200 milhões.

O assistente da diretoria da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), Paulo Sérgio da Silva, também não vê o assoreamento como um problema imediato. "Todo reservatório tem uma vida útil, principalmente esses urbanos que já não têm mais mata ciliar para protegê-los", explicou. O último estudo feito pela Emae em 2004, porém, teve resultados diferentes do da Sabesp sobre a capacidade da Guarapiranga. "De 1986 a 2004, nós constatamos uma perda da capacidade de 3,9%, que não é muito. "

A solução apontada pelo assistente da Emae para conter o assoreamento é a criação de parques ao redor da represa. "Se retirarem as moradias irregulares e colocarem vegetação, a vida útil do reservatório certamente será prolongada."

OESP, 25/08/2006, Cidades, p. C6

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