OESP, Vida, p. A22
17 de Out de 2007
50% do desmate é em área pequena
Terrenos de até 50 hectares têm mais derrubada de árvore, indicando pulverização da devastação da floresta
Cristina Amorim
Mais de 50% do desmatamento atual na Amazônia ocorre em pequenos e médios terrenos, de até 50 hectares. Segundo o diretor de ações na Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, essa é uma alteração na dinâmica observada antes na região, quando grandes terrenos, com 150 hectares ou mais, eram derrubados.
Efeito das operações realizadas nos últimos três anos para conter o corte, a pulverização hoje é um dos desafios do governo para conter o desmatamento em 2007 e em 2008 - que pode apresentar um crescimento, depois de três anos em queda, conforme o Estado mostrou ontem. "A dinâmica observada neste ano é um pouco diferente. Os grandes desmatamentos caíram e aumentaram os pequenos e médios", diz. "Isso pede uma estratégia diferenciada de combate."
Se em 2004 o governo desenhou estratégias de controle da derrubada em 700 polígonos (seções da Amazônia, usadas para monitoramento por satélite), hoje são mais de 2.000 a serem analisados, devido à pulverização. O coordenador do Instituto Centro de Vida, de Mato Grosso, lembra que os grandes desmatamentos são mais fáceis de detectar por órgãos fiscalizadores. "A sociedade cobra mais, então quem desmata fica mais cauteloso."
Ontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, no Acre, que o Exército poderá colaborar no combate ao desmatamento na Amazônia, caso os órgãos responsáveis pelo setor solicitem.
Já o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que o ritmo do desmatamento teve "ligeiro aumento" nos meses de agosto e setembro, mas isso não permite dizer que a taxa anual será maior. "Os números acendem a luz amarela, (mas) não podemos ter pânico. Estamos trabalhando para reverter os números."
OESP, 17/10/2007, Vida, p. A22
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