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Autor: Carolina Cruz
14 de Set de 2018
Cinco dos 13 candidatos à Presidência da República não apresentam propostas ou diagnóstico para políticas direcionadas às comunidades negra, LGBT ou indígena na proposta de governo cadastrada na Justiça Eleitoral. O documento tem como objetivo sintetizar as prioridades dos políticos.
O seguimento não está presente nos projetos de Álvaro Dias (PODE), Cabo Daciolo (PATRI), Jair Bolsonaro (PSL) e João Amoêdo (NOVO). Todos eles não citam expressamente a população negra ou indígena. Já a questão da ideologia de gênero aparece em alguns casos, como algo a ser combatido. O candidato Henrique Meirelles (MDB) cita a população negra, mais é conciso sobre minorias, afirmando "respeito à diversidade".
Bolsonaro, o segundo líder nas intenções de voto, se posiciona contrário a políticas principalmente na educação sobre as questões de gênero. O candidato Cabo Daciolo traz no projeto o posicionamento de uma forma mais ampla, misturando a outros assuntos, como o aborto.
"Não é possível conceber que a família em seus moldes naturais seja destruída, que a ideologia de gênero e a tese de legalização do aborto sejam disseminadas em nossa sociedade", conta do plano do candidato do Patriotas.
Propostas
Os políticos que citam a população negra entendem por unanimidade que trata de uma parcela da sociedade vulnerável, trazendo pesquisas que os apontam como as principais vítimas de violência, desigualdade de renda e acesso à direitos.
A questão dos indígenas aparecem com a promessa de diálogo sobre as demarcações e especificidades no acesso à serviços públicos como saúde e educação.
Para a população LGBT, os políticos prometem promover representatividade no poder e nas políticas públicas, promovendo igualdade.
Se comprometem com "ações afirmativas" para os segmentos os candidatos Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT), João Goulart (PPL), Marina Silva (REDE) e Vera Lúcia (PSTU).
Cotas
Ciro, Boulos, Goulart, Haddad e Marina citam expressamente propor a implementação universal das cotas para negros nas universidades federais.
Incluem a população indígena junto com a negra ampliando também as cotas para candidaturas na política os candidatos Ciro, Boulos e Haddad.
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