OESP, Cidades, p. C6
16 de Out de 2004
2 mortes. E STJ quebra sigilo de ex-governador
Júlio Campos, de MT, é suspeito de ser mandante de crimes ligados a disputa por terras
Laura Diniz
Primeiramente, eram 30 dias corridos. Depois, 30 dias úteis. Em seguida, mais 15 úteis. Mas há casos em que o pagamento de armas entregues pela população à Polícia Federal não foi feito nem nos 45 dias úteis prometidos. A pensionista Ilda Maria Domingues Vieira entregou quatro armas no dia 4 de agosto. "Já faz mais de dois meses e não recebi meus R$ 400,00.
Não acredito mais no governo."
A Assessoria de Imprensa da Polícia Federal em São Paulo informou que, desde a semana passada, os pagamentos têm sido feitos em lotes e devem voltar a obedecer o prazo inicial de 30 dias até o fim do mês. Mas admite que, por enquanto, o limite de 45 dias úteis pode, mesmo, ser desrespeitado.
O advogado José Luiz Vieira Pessoa, de São José dos Campos, entregou à campanha 13 armas antigas da coleção do pai, em 29 de julho. Os 45 dias úteis terminaram em 1.o de outubro, mas ele ainda não recebeu os R$ 1.700,00 a que tem direito. "Eu preenchi tudo certo, nome, número da conta, telefone.
Isso é um desrespeito."
Ele fica frustrado ao ver a campanha de desarmamento continuar na mídia e as pessoas não serem pagas. "Daqui a pouco vou ter de entrar na Justiça contra o governo e ficar 20 anos esperando pelo pagamento do precatório. Isso é justo?"
Assim como o advogado, a técnica em defesa do consumidor Renata Iacovino incorporou à rotina diária a expectativa de ver o dinheiro aparecer na conta corrente. Ela entregou uma arma à Polícia Federal no dia 16 de agosto e deve receber R$ 100,00. Pelo prazo prolongado, pode ser paga até quarta-feira. Um transtorno, porque Renata contava com o dinheiro para o orçamento de setembro. "Está difícil, sabe, começo a achar que vou ficar na mão."
OESP, 16/10/2004, Cidades, p. C6
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