OESP, Vida, p. A16
06 de Set de 2005
2 mil litros de óleo na Baía de Guanabara
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade pelo vazamento de cerca de 2 mil litros de óleo na Baía de Guanabara no fim de semana. O procurador Wanderley Dantas pediu ao Ibama que impeça a partida do navio Saga Mascot, de Nassau, de onde vazou o óleo. Três praias de Niterói ainda estão sujas.
Técnicos da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) entregarão hoje à Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) um relatório sobre o derramamento. A Ceca deve se reunir para decidir se caberá multa. O valor pode variar de R$ 10 mil a R$ 50 milhões. A Procuradoria Geral do Estado entrou ontem com ação civil pública pedindo reparação do ecossistema, ressarcimento pelos gastos para a contenção do óleo e pagamento de indenização aos pescadores.
O acidente ocorreu na madrugada de sábado. O navio manobrava para atracar no estaleiro Enave-Renavi, em Niterói, quando o óleo vazou por duas rachaduras no tanque.
A mancha chegou às praias das Flechas, Boa Viagem, Piratininga, Gragoatá, Rio Branco e Icaraí. O Estado procurou o estaleiro, mas não havia ninguém para responder. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Niterói, graças ao trabalho dos técnicos, que arrastaram o óleo do mar para as areias, por meio de barreiras flutuantes, só Gragoatá, Rio Branco e Icaraí continuavam sujas ontem.
Os pescadores estão preocupados, mesmo pescar porque é época de desova de sardinhas e mexilhões. "Os ovos ficam grudados no costão e podem ser contaminados. Quem vai pagar nosso prejuízo?", reclamou Gilberto Alves, presidente da Colônia de Pescadores de Niterói e São Gonçalo. Roberta Pennafort
OESP, 06/09/2005, Vida, p. A16
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