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1.990 toras de mogno apreendidas pela PF

Estado de S.Paulo-São Paulo-SP
Autor: EDSON LUIZ
06 de Set de 2002

Uma operação desencadeada pela Coordenação de Meio Ambiente da Polícia Federal (PF) conseguiu apreender na semana passada quase 2 mil toras de mogno, avaliadas em R$ 22 milhões. A madeira - cuja exportação, venda no mercado interno e mesmo transporte estão proibidos pelo governo - foi encontrada ao longo do Rio Xingu, em São Félix, no sul do Pará. Uma pessoa foi presa numa serraria que funcionava no meio da floresta.

Batizada de Gnomo 3, a operação foi realizada em segredo pelos policiais que formam a coordenação recém-criada na PF. "No combate aos crimes contra o meio ambiente, estamos dando prioridade à questão do mogno", informou o delegado Jorge Pontes, coordenador das operações.

Segundo ele, um grupo especial vai cuidar da guarda, extração, transporte e comercialização do mogno.

"Mesmo com a proibição, estamos realizando apreensões." A ação da PF contou com a ajuda de fiscais e helicópteros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Prisão - A operação foi iniciada no mês passado, durou pelo menos 15 dias e resultou na prisão de Divino dos Reis de Souza, gerente da serraria Serra Dourada, para onde as madeiras estavam sendo desviadas. "Estamos investigando para saber quais as ligações dele com outros envolvidos na extração ilegal do mogno", disse Pontes.

Durante a operação, foram apreendidas 1.990 toras de mogno. "A madeira seria vendida por US$ 1.600 o metro, o que geraria mais de US$ 7,5 milhões, só em território nacional, o equivalente a R$ 22,5 milhões", explicou o delegado.

No exterior, o mogno já tratado pode valer mais de US$ 2,5 mil o metro cúbico, segundo levantamentos do Ibama.

Um trabalho feito pelo Ministério Público do Pará demonstrou que, para cada árvore de mogno, também eram derrubados três exemplares de outras espécies, como a massaranduba, seringueira e jatobá. "A ação da máfia não apenas acaba com uma das madeiras mais nobres do mundo, mas também destrói o meio ambiente", diz o estudo do promotor de Altamira, Mauro Mendes.

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