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18ª Missa do Cangaço reúne turistas e sergipanos na Grota do Angico

Agência de Notícias de Sergipe - http://agencia.se.gov.br
29 de jul de 2015

O evento marca o aniversário de morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como Lampião, o rei do cangaço

Centenas de pessoas se reuniram no Monumento Natural Grota do Angico (reserva de caatinga da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos-Semarh), em Poço Redondo, para a realização da Missa do Cangaço. O evento marca o aniversário de morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como Lampião, o rei do cangaço.

A iniciativa já acontece há 18 anos no local onde ele, Maria Bonita e outros nove cangaceiros foram mortos, em 1938. Era, também, o local onde todo o bando se refugiava. "O Cangaço deixou um legado e não podemos deixar que seja esquecido", diz a neta de Lampião e idealizadora do evento, Vera Ferreira.

Pelo segundo ano consecutivo em Sergipe para a missa, o turista cearense Messias Lacerda se diz encantado e fascinado pela história. "O acesso até este ponto não foi fácil. Imagino como, naquela época, sem os avanços da atualidade, tudo aconteceu", questiona.

Além da missa, houve apresentação do Grupo de Xaxado Pisada de Lampião, que é da cidade de Poço Redondo e homenageia o Rei do Cangaço. Na ocasião, apresentaram um esquete sobre a história do homenageado e cantaram músicas típicas do cangaço.

A Missa do Cangaço é realizada pela Sociedade do Cangaço e conta com a parceria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). A área da grota onde a missa acontece pertence ao Monumento Natural Grota do Angico, uma unidade de conservação da natureza administrada pelo Governo do Estado, entre os municípios sergipanos de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, que preserva remanescentes da Caatinga.

"Fazer parte desta comemoração é contribuir para o memorial cultural do povo nordestino. Temos a honra de poder conciliar a preservação do bioma e de um pedaço da nossa história", avalia o chefe de gabinete Marcelo Barberino.

Morte de Lampião

No dia 27 de julho de 1938, o bando de Lampião acampou na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. No início da manhã do dia 28, os cangaceiros foram vítimas de uma emboscada de uma tropa de 48 policiais de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra. O combate durou somente 10 minutos.

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