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Autor: Vinícius Teixeira
06 de Ago de 2013
Com 34% do Estado formado por unidades de conservação, Rondônia teve 14,1 mil metros cúbicos (m³) de árvores cortadas ilegalmente de janeiro a junho deste ano. O material foi apreendido pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e representa queda de 45,3% no desmatamento ilegal no Estado, frente ao mesmo período do ano passado, quando o órgão apreendeu 25,8 mil m³ de madeira.
O motivo da redução, segundo o coordenador de proteção ambiental da Sedam, Lucindo Martins, é conscientização de pessoas que sobrevivem da extração de madeira. "O termômetro que mede o grau de fiscalização são os próprios madeireiros e a forma de explorar madeira. As pessoas estão explorando de maneira legal", garantiu Martins.
O órgão está desprovido de informações em tempo real sobre desmatamento em Rondônia. "Eu recebo informações quinzenais ou mensais. Em 15 dias o cara com uma motosserra faz um estrago enorme", lamentou.
O crime de desmatamento ilegal, segundo o coordenador, gera multa de R$ 1 mil a R$ 6 mil, conforme a área e localidade do desmatamento. "Se o desmatamento já ocorre, existe uma investigação. O fiscal vai até o campo, mede e faz uma carta imagem. Ainda verifica se a área desmatada faz parte da reserva legal da propriedade".
Rondônia tem 788 madeireiras em operação legalmente, segundo a coordenadoria de proteção ambiental da Sedam. O número pode ser maior, já que a estatística desconsidera empresas instaladas em algumas cidades, como Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Porto Velho.
A capital, aliás, fica entre os locais com maior índice de desmatamento ou apreensões de madeira cortada ilegalmente. A lista é completada pelos municípios Cujubim, Machadinho e Nova Mamoré, além a extensão da BR-429. A rodovia liga a BR-364 a cidade Costa Marques e o Conesul do Estado, onde, segundo Martins, há avanço da cultura da soja.
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