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Visitação recorde e preservação em parque americano

O Globo, Ciência, p. 24
15 de Jul de 2013

Visitação recorde e preservação em parque americano
Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, é o mais antigo e um dos mais bem-sucedidos do mundo

Flávia Milhorance
flavia.milhorance@oglobo.com.br

Yosemite (EUA) - A gestão americana de reservas ecológicas é centenária, e a cultura de visitação no país, consolidada. Criado há 150 anos pelo ex-presidente Abraham Lincoln, o Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, é o mais antigo e um dos mais bem-sucedidos do mundo, com um modelo que favorece a visitação - de quatro milhões de turistas anuais - sem se descuidar da preservação ambiental.
- A parte mais importante da administração é a proteção do local. Tudo é protegido no Yosemite, de recursos naturais a animais. É nosso dever fazer com que o parque permaneça preservado e que os visitantes aproveitem sua beleza. Temos que facilitar esta recreação dentro do parque - afirmou o porta-voz Scott Gediman.
O Yosemite é um dos 450 parques dos EUA e um dos milhares do mundo, mas em meio à competição pelo ecoturismo, consegue manter-se no imaginário do americano e até do estrangeiro. Atributos naturais, mas também de gestão, são o que garantem este status, segundo Gediman. No local, há uma ampla infraestrutura para esportes, o que garante a ele o título de "meca do montanhismo", com opções de escalada, canoagem, trilhas e ciclismo; tem inclusive o título de berço do slackline, prática que invadiu os últimos verões cariocas, mas começou lá ainda nos anos 80. O impacto das atividades é periodicamente avaliado, e o público participa da gestão, com comentários sobre planos de conservação.
Com título de Patrimônio Mundial pela Unesco, o parque abriga a maior pedra de granito do planeta, conhecida como "El Capitan", e que, apenas em fevereiro, ganha cores únicas de lava vulcânica devido à angulação da incidência solar. Também é famoso pelas quedas d'água, incluindo a Yosemite, maior da América do Norte, quinta maior do mundo e a escolhida pelo turista brasileiro Thiago Pontes:
- Visitei as quedas d'água. Fui de carro e paguei US$ 20 na entrada, onde os funcionários são super simpáticos e te dão um mapa gigante do parque. Eu achei extremamente bem organizado e sinalizado - conta Thiago, que esteve no parque em maio.

O Globo, 15/07/2013, Ciência, p. 24

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