OESP, Nacional, p.A6
27 de Jul de 2005
Verba para ONGs ajudou a financiar Fórum Social
Roldão Arruda
A informação de que Marcos Valério transferiu dinheiro de origem suspeita a entidades de classe e ONGs surpreendeu seus dirigentes. As entidades asseguraram que receberam dinheiro legalmente autorizado de estatais, entre elas os Correios, para patrocínio de suas atividades. Como a conta publicitária destas estatais pertencia à SMPB e à DNA, o dinheiro teria passado pelas duas antes de chegar às entidades.
Jorge Eduardo Durão, presidente da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), explicou em nota oficial que a entidade recebeu R$ 500 mil dos Correios, dos quais R$ 400 mil foram para a organização do 5.o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. O pagamento foi feito pela SMPB, que detinha a conta dos Correios. "A Abong não tem nenhuma responsabilidade no tocante à relação entre a ECT e a agência", disse Durão.
A assessoria do Instituto dos Magistrados do Distrito Federal (Imag) disse que que os R$ 170,96 mil recebidos das agências de Valério foram para o pagamento pagamento de publicidade do governo do DF na revista mensal O Magistrado em Revista. Segundo a assessoria, é normal a agência que tem a conta da empresa, seja pública ou privada, fazer o pagamento.
A Frente Nacional de Prefeitos informou que a ECT deu R$ 90.550 para o patrocínio do evento Cidade Brasil - Integração dos Novos Governantes à Luta Municipalista, que reuniu cerca de 300 prefeitos em Brasília, em novembro.
Em Porto Alegre, dirigentes do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas e da Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que receberam R$ 768.750 do Banco do Brasil, se disseram surpresos com o fato de o dinheiro não ter sido depositado pelo banco. As duas entidades se dispuseram a exibir suas contas às autoridades.
Colaboraram: Elder Ogliari e Angela Lacerda
OESP, 27/07/2005, p. A6
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