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Vazamento de óleo no litoral de SP ameaça qualidade de peixes

OESP, Planeta, p. A22
13 de Abr de 2013

Vazamento de óleo no litoral de SP ameaça qualidade de peixes
Vigilância Sanitária alerta que pescadores de Caraguatatuba e São Sebastião não respeitam avisos de contaminação

Reginaldo Pupo

Moradores e turistas do litoral norte de São Paulo podem estar consumindo pescados contaminados pelo óleo combustível marítimo que vazou no dia 5 de uma rede de oleoduto localizada no píer da Transpetro/Petrobrás, em São Sebastião. Segundo a empresa, vazaram 3,5 metros cúbicos do produto (3,5 mil litros) - já a prefeitura estima a quantidade entre 8 mil e 15 mil litros.
O alerta foi feito pela Vigilância Sanitária do município, após a fiscalização ter constatado que a atividade pesqueira continua intensa, apesar dos avisos - ao menos 11 praias de São Sebastião e 3 de Caraguatatuba foram atingidas. A contaminação prejudicou fazendas marinhas de mariscos e camarões em Caraguatatuba e São Sebastião.
Prejuízos. O maricultor Estevam de Matos perdeu 10 toneladas de mariscos de sua fazenda na Praia da Cocanha, em Caraguatatuba. "Toda minha produção está impregnada de óleo. O marisco filtra esse óleo para seu sistema e quem se alimentar dele pode ter problemas de saúde." Segundo ele, serão necessários ao menos três meses para que o organismo dos mariscos elimine o óleo.
O pescador artesanal João Augusto de Souza diz ter capturado peixes com manchas de óleo três dias após o vazamento. "Tive de devolver ao mar, não quis arriscar levar para a minha família comer."
Segundo a Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico, da própria Transpetro/Petrobrás, o óleo combustível marítimo MF 320, que vazou no mar, causa irritação gastrointestinal, nas vias aéreas superiores e efeitos narcóticos se inalado.

OESP, 13/04/2013, Planeta, p. A22

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