OESP, Economia, p. B4
29 de Set de 2011
Usinas do Madeira terão geração igual à de Tucuruí
Jirau e Santo Antônio querem adicionar mais seis turbinas e expandir a capacidade de produção de energia
Gabriela Cabral
Especial para o Estado Porto Velho
Na cerimônia para marcar o desvio do Rio Madeira para as estruturas da Usina de Jirau, a empresa Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pela obra, anunciou ontem a intenção de expandir a geração de energia com mais quatro turbinas, passando de 3.750 megawatts para 4.050 de potência instalada.
A Usina de Santo Antônio, a outra hidrelétrica em construção no Rio Madeira, também pretende adicionar duas turbinas, o que fará com que as duas gerem 8mil megawatts.O pedido já está em análise na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Caso as duas usinas tenham seus pedidos atendidos, o total de capacidade de geração de energia será semelhante ao da Hidrelétrica de Tucuruí.
O desvio do percurso do rio, que ocorreu ontem em Jirau, é um dos estágios mais importantes da obra, já que as águas passarão a correr por dentro do vertedouro, o que permite regular o nível do reservatório quando a usina estiver funcionando.
O Rio Madeira já foi desviado em julho deste ano pela Usina de Santo Antônio, numa cerimônia que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.
A licença de operação foi concedida neste mês à Santo Antônio Energia, responsável pela UHE Santo Antônio. O inicio da geração de energia em Jirau está previsto para ocorrer em outubro de 2012, e em Santo Antônio no fim deste ano.
A Usina Jirau, que junto com Santo Antônio constitui uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teve seu cronograma atrasado em seis meses por causa de uma manifestação de trabalhadores que resultou na destruição de vários alojamentos e estruturas de convivência do canteiro de obras, onde trabalham quase 20mil pessoas.
Realmente existiu uma perda por falta de alojamentos, mas comum empenho muito grande na casa de força dois, estaremos em outubro do ano que vem gerando energia, avalia o presidente da ESBR, Victor Paranhos.
O presidente fez o anúncio do pedido de adição de quatro turbinas à Aneel diretamente ao ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, que esteve na solenidade no canteiro de obras.
Paranhos destacou que a resposta do Ministério de Minas e Energia precisa ser rápida, pois a empresa precisa definir se constrói mais uma barragem ou outra casa de força no leito do rio.
OESP, 29/09/2011, Economia, p. B4
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.