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Usinas do Madeira terão de refazer estudos ambientais

OESP, Economia, p. B5
12 de Mar de 2014

Usinas do Madeira terão de refazer estudos ambientais
Liminar concedida pela Justiça Federal dá 90 dias às usinas de Santo Antônio e Jirau, sob pena de suspender licenças

Reneé Pereira - O Estado de S.Paulo

Em menos de uma semana, a Justiça Federal concedeu duas liminares contra as hidrelétricas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau). Na última decisão, concedida na noite de segunda-feira, o juiz Herculano Martins Nacif - o mesmo que proibiu a elevação do nível máximo de água no reservatório de Santo Antônio - determinou que as usinas refaçam seus estudos de impacto ambiental.
Segundo a decisão, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e os demais órgãos públicos responsáveis serão obrigados a supervisionar os trabalhos, "considerando as opiniões e informações dos especialistas (engenheiros, agrônomos, geólogos, sociólogos, antropólogos e economistas) indicados pelo Ministério Público e custeados pelos consórcios".
Os estudos deverão rever o volume histórico do Rio Madeira em relação a ictiofauna, tamanho dos reservatórios, população afetada, estradas alagadas e patrimônio histórico, entre outros impactos.
A Santo Antonio Energia e a Energia Sustentável do Brasil (responsável por Jirau) têm 90 dias para comprovar à Justiça Federal que estão refazendo os estudos, sob pena de suspensão das licenças de operação.
Em nota, a Santo Antônio Energia afirmou que está preparada para contestar os pontos divulgados, "já que todos os estudos utilizados para elaboração do EIA-Rima foram analisados, avaliados e aprovados pelos órgãos licenciadores". Segundo a empresa, o Rio Madeira tem hoje um volume de aproximadamente 55 mil metros cúbicos por segundo (m³/s) - 20% superior à última maior cheia ocorrida em 1992 e que causou grandes danos à região.
"Ou seja, é preciso entender que vivemos uma cheia absolutamente atípica, sem registro semelhante nos últimos 100 anos e que infelizmente tem causado impactos em toda a região norte, como no Acre e no Amazonas", afirma a empresa. Ela diz ainda que tem prestado todo apoio humanitário às famílias desabrigadas. A ESBR disse que apenas vai se pronunciar em Juízo, mas também afirmou que tem ajudado a defesa civil e os moradores da região. Já o Ibama declarou que vai analisar a liminar para definir as medidas a serem adotadas.

OESP, 12/03/2014, Economia, p. B5

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