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Usina da Vale em Nova Caledônia continua paralisada, diz agência

OESP, Negócios, p. B11
23 de Mai de 2014

Usina da Vale em Nova Caledônia continua paralisada, diz agência
Quinze dias após incidente ambiental, autoridades locais estão fazendo análise das instalações

A usina de tratamento de níquel da Vale no arquipélago de Nova Caledônia, na Oceania, continuava paralisada, ontem, 15 dias após um vazamento de ácido no meio ambiente. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP com base em declarações de autoridades locais.
O porto, a usina, a base e a mina desta unidade, localizada em uma baía do sul da Nova Caledônia, foram bloqueados por membros das tribos Kanak. "Um processo de consulta está em curso entre todas as tribos. Duas delas exigem o fechamento definitivo do local, mas uma decisão conjunta será divulgada no sábado", declarou à AFP Fabrice Wacalie, coordenador do conselho para o meio ambiente, que faz a mediação entre a Vale e as tribos.
No dia7 de maio, 96mil litros de uma solução contendo ácido clorídrico, solventes classificados como poluentes orgânicos, metais e água da chuva foram lançados nos rios da Baía Norte.
De acordo com o Observatório Ambiental, responsável pelo acompanhamento desta usina, 1,4 mil peixes e 277 crustáceos foram encontrados mortos na região.
Essa não é a primeira vez que a Vale enfrenta problemas ambientais na região. Em abril de 2009, o mesmo rio foi poluído por 2,5 mil litros de ácido após um acidente. A mineradora foi condenada apagar 344 mil euros de indenização. Desde então, sete incidentes, de gravidade menor, foram registrados no local.
"A repetição de incidentes provocou certa exasperação. A província vai participar ativamente acompanhando este parque industrial", declarou à agência de notícias Philippe Michel, o novo presidente da comunidade. A Vale emprega 1.350 funcionários na região, além de centenas de terceirizados.

Outro lado. Procurada, a Vale informou que uma investigação foi aberta para identificar a causa do incidente e a avaliar os impactos ambientais. "Estamos em diálogo com as partes interessadas das comunidades e do governo local e esperamos ser capazes de retomar a produção em breve", informou a companhia.

OESP, 23/05/2014, Negócios, p. B11

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