Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: SALVADOR GOMES
20 de Nov de 2003
A história indígena está preservada em uma urna mortuária encontrada em Jaguaruna, no Sul do Estado. A peça, uma espécie de vaso feito de cerâmica de aproximadamente 1,10 metro de altura e 80 centímetros de diâmetro, guardava ossos e um colar.
O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional inicia na próxima semana projeto para exposição pública da peça, que pode ser a maior já encontrada no Estado.
A urna foi descoberta por acidente. Agricultores lavravam uma propriedade no Balneário Arroio Corrente quando escutaram um som abafado. O barulho era do arado batendo contra a tampa da urna. Escavando o local, os agricultores fizeram a descoberta.
O fato foi guardado em segredo até ontem para evitar depredações ao local. Técnicos desenterraram parte da urna, retirando a tampa da peça, fragmentos de ossos e um colar.
A peça é das maiores já encontradas no Estado, segundo a assessora de arqueologia do Iphan de Santa Catarina, Adriana Teixeira. As tribos da família viveram na área de Jaguaruna entre os anos 500 e 1500.
Os índios tupis-guaranis tinham o hábito de realizar ritos funerais. Os objetos encontrados em Jaguaruna ficaram em parte sob cuidado da prefeitura municipal. Parte da tampa da urna, que se rompeu com o golpe do arado, e fragmentos de ossos foram levados ao Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas da Universidade do Extremo-Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma.
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