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Uneb tem alta abstenção e cota para índios

Tribuna da Bahia - cidades
Autor: Odilia Martins
22 de Jan de 2008

Um alto índice de abstenção marcou o vestibular da Uneb. Das 4.920 vagas disponibilizadas para as 24 cidades, só ontem, no segundo dia de prova, faltaram 6.631 candidatos (12,49% dos inscritos). Na capital, o percentual foi de 13,85% (3.839), enquanto no interior chegou a 10,91% (2.792).

Outra novidade presente no maior processo seletivo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a reserva de 5% para índios e descendentes, o que significa 246 lugares, além dos 40% destinados para negros e afrodescendentes.
A decisão da instituição tomada através do Conselho Superior Universitário (Consu), não manifestou resistência. "A universidade cumpriu rigorosamente os termos estabelecidos nos manuais e editais.

Todos os coordenadores, fiscais e supervisores têm manuais de conduta específicos", afirmou o presidente da Comissão Permanente de Vestibular, Luiz Carlos dos Santos que disse que o número de indígenas inscritos superou as expectativas, chegando a 3,4 mil.

De acordo com a assessora especial da reitoria, Lídia Boaventura, a abstenção é uma prerrogativa ímpar do candidato. "O vestibular é muito candidato. Não dá para avaliar ou atribuir o motivo da desistência. É uma decisão que não passa pela Comissão. São 133 opções curriculares, sendo 46 bacharelados e 87 licenciaturas. Podemos somente dizer que se
o percentual de abstenção foi elevado, principalmente se comparado com ano passado, em que se ofertou mais vagas (5.410) e o percentual de ausentes foi de 7% dos concorrentes habilitados".

Entretanto, quem compareceu garantiu que as provas estão compatíveis. "Para quem estudou todo o conteúdo programático com certeza se saiu bem. Eu mesmo achei a prova de hoje (ontem) fácil, mais até que a prova do primeiro dia de seleção", contou a estudante Maria Carolina Santana Souza, de 17 anos, que prestou para direito. Também fez uma boa avaliação, o estudante Alberto Bastos Mattos, de 18 anos. "Achei fácil os dois dias de provas. Não fiz cursinho, mas estudei muito em casa e acho que é o suficiente para passar".

Paralelo ao vestibular foi realizado o processo seletivo para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar (CFOPM), que segundos os candidatos exigiu muito dos inscritos. "O primeiro dia foi razoável, mas o segundo dia foi difícil,
principalmente a prova de ciências naturais". Discordou um pouco do grau de exigência o estudante Lívio Vinicius de Santana. "Achei os dois dias de provas fáceis. Estou bastante confiante quanto as chances de aprovação".

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