O Globo, Ciência, p. 26
15 de Jun de 2010
Um painel para a biodiversidade
Mais de 230 delegados de 85 países anunciaram ontem em Busan, na Coreia do Sul, a formação, até 2011, de um painel de cunho científico sobre biodiversidade, a exemplo do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês). O objetivo do novo grupo da ONU é diminuir a distância entre a comunidade científica e a ação política necessária para deter a grave perda da biodiversidade do planeta.
Entre as tarefas do Painel Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Ecossistema (IPBES na sigla em inglês) está a produção de publicações sobre a literatura científica da biodiversidade com o objetivo de fornecer informação de excelência a governantes de todo o planeta.
- Este é um velho sonho da comunidade científica, tanto dos países desenvolvidos quanto dos em desenvolvimento - comemora o diretorexecutivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. - O IPBES representa uma quebra de paradigma na forma de oferecer respostas globais à perda de biodiversidade, que gera trilhões de dólares em serviços que sustentam as formas de vida do planeta, inclusive a econômica.
O presidente do encontro, o diretor geral do Ministério do Meio Ambiente da Coreia do Sul, Chan-Woo Kim, ressalta que "o encontro histórico" constitui o alicerce para a avaliações mais científicas de um dos maiores desafios do planeta.
- Em essência, o que se busca é conciliar desenvolvimento com sustentabilidade ambiental. Para isso, é crucial dispor de entendimento confiável, legítimo e politicamente relevante sobre biodiversidade e serviços ambientais - completa.
As negociações que resultaram no acordo de Busan começaram em Paris, em 2006, e a ideia de formar o IPBES seguiu à publicação do relatório da ONU, Avaliação do Milênio sobre Ecossistemas, em 2005, que concluiu que as atividades humanas estão comprometendo a capacidade da Terra de sustentar gerações futuras.
A implementação do IPBES será formalizada na 65ª sessão anual da Assembléia Geral da ONU, em setembro, e na reunião de ministros realizada pelo Pnuma, em 2011.
O Globo, 15/06/2010, Ciência, p. 26
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