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Ultimato contra a poluição do ar

O Globo, Ciência, p. 33
21 de Fev de 2014

Ultimato contra a poluição do ar
União Europeia abre ação para Reino Unido reduzir emissão de poluentes

A União Europeia abriu um processo judicial contra o Reino Unido, tendo como causa a não redução da quantidade de poluentes lançados no ar pelo país. O bloco alega que os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2, ou dióxido de azoto), liberado principalmente por motores a diesel, são excessivamente altos em muitas cidades britânicas. O gás pode levar a graves doenças respiratórias e a mortes prematuras.
Em 2008, a Comissão Europeia estabeleceu metas para que o Reino Unido cortasse, nos dois anos seguintes, a liberação "excessiva" de poluentes. A regulamentação estabeleceu limites para os níveis de poluentes transportados - inclusive partículas e óxidos de nitrogênio, gases que são produzidos a partir da queima de combustíveis fósseis - que podem prejudicar a saúde humana, bem como de plantas e animais. Como o governo britânico não conseguiu cumprir a exigência, o bloco europeu anunciou a ação judicial.
O controle da quantidade de poluentes no ar é considerado um sério inconveniente para o Reino Unido. Para os efeitos da poluição do ar, o país é dividido em 43 zonas. Em 2010, quando as restrições da União Europeia entraram em vigor, os níveis de dióxido de azoto ultrapassaram os limites em 40 dessas áreas.
Após longas negociações, as zonas conseguiram prorrogar por mais cinco anos o prazo para a redução dos níveis de NO2. No entanto, o Reino Unido já admitiu que os limites relativos a 16 regiões, incluindo Londres, não serão cumpridos dentro do prazo previsto. Na capital britânica, a meta só seria atingida em 2025. Os trabalhos também estão atrasados em outras metrópoles britânicas, como Manchester, West Midlands, Merseyside e Glasgow, onde as normas exigidas demorariam até seis anos para serem concretizadas.
O controle da quantidade de poluentes no ar é considerado um sério inconveniente para o Reino Unido. Para os efeitos da poluição do ar, o país é dividido em 43 zonas. Em 2010, quando as restrições da União Europeia entraram em vigor, os níveis de dióxido de azoto ultrapassaram os limites em 40 dessas áreas.
Após longas negociações, as zonas conseguiram prorrogar por mais cinco anos o prazo para a redução dos níveis de NO2. No entanto, o Reino Unido já admitiu que os limites relativos a 16 regiões, incluindo Londres, não serão cumpridos dentro do prazo previsto. Na capital britânica, a meta só seria atingida em 2025. Os trabalhos também estão atrasados em outras metrópoles britânicas, como Manchester, West Midlands, Merseyside e Glasgow, onde as normas exigidas demorariam até seis anos para serem concretizadas.
Para a União Europeia, estes prazos representam muito tempo. O órgão decidiu, portanto, lançar o primeiro processo contra um país por violar os limites de NO2. Embora outros integrantes do bloco, como França, Suécia, Dinamarca e Grécia, também não devam cumprir suas metas, os diretores negam que haja perseguição ao Reino Unido.
- Nossa prioridade é proteger a saúde pública e o meio ambiente. Pensamos que isso também é o que a população do Reino Unido quer - disse o porta-voz da Comissão Europeia Joe Hennon.
Segundo ativistas, se quiser alcançar os índices, Londres terá que adotar medidas drásticas - entre elas, a redução pela metade da venda de carros a diesel.
Integrante do Parlamento Europeu em Londres, Jean Lambert, do Partido Verde, revelou seu espanto com a inércia do Reino Unido para tomar as medidas necessárias. Segundo ela, cerca de 4 mil londrinos morrem prematuramente a cada ano devido à poluição.
- Estou chocada com o fato de que o governo e a prefeitura de Londres falham repetidamente em tomar qualquer ação significativa para cumprir suas obrigações - condena. - Espero que este processo judicial seja a primeira etapa para melhorar a saúde da população.
Em comunicado, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês) assegurou que a qualidade do ar "aumentou significativamente nas últimas décadas". O corte da emissão de NO2 em grandes cidades é considerado pelo governo um desafio, que deve ser combatido, segundo o órgão, "com grandes investimentos no transporte".
"Assim como outros países-membros (da União Europeia), é difícil limitar os valores de NO2 em ruas movimentadas".
Atualmente, a Comissão Europeia está conduzindo operações em 17 países para combater a poluição do ar.

O Globo, 21/02/2014, Ciência, p. 33

http://oglobo.globo.com/ciencia/uniao-europeia-processa-reino-unido-por…

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