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Ufac de Cruzeiro do Sul terá curso superior indígena

Página 20
Autor: Val Sales
18 de Jul de 2007

O reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Jonas Filho, ressaltou ontem o trabalho de estruturação que vem sendo desenvolvido no campus da instituição em Cruzeiro do Sul, referente à infra-estrutura e à instalação de novos cursos.

Entre as novidades previstas para este ano está a criação de um curso superior indígena, que vai atender as comunidades da região do Vale do Juruá. "Trata-se de uma antiga reivindicação da comunidade indígena", explicou.
Ele lembrou ainda que até o fim de seu mandato à frente da reitoria, em novembro de 2008, e com o apoio do governo federal, serão implantados mais seis cursos em Cruzeiro do Sul, somando um total de doze. "Nossa meta é estruturar todo o campus para melhor atendimento das ações", acrescentou.

O novo campus da universidade do Juruá foi ocupado no último dia 2 de julho e oferece os cursos de Pedagogia, Letras Inglês, Enfermagem, Engenharia Florestal e Biologia. A meta de estender ainda mais as opções de cursos também responde às expectativas da população da área, que há tempos aguarda pelo investimento.

"Estamos aguardando a visita do ministro da Educação, Fernando Hadad, prevista para o dia 22 de agosto. Nessa data vamos estar inaugurando oficialmente a primeira etapa do campus", declarou. A nova instalação vai ganhar uma biblioteca estruturada e laboratórios para as aulas práticas dos alunos. "Alguns desses setores já estão funcionando de forma provisória", afirmou.

A greve continua - A greve dos técnicos e servidores de parte do setor administrativo da Ufac continua e já dura quase dois meses. Enquanto isso, os alunos e professores da instituição reclamam da ausência de serviços como o da biblioteca e do restaurante, que continuam estão fechados. Por causa do fechamento desse último setor, os estudantes que passam o dia na instituição são obrigados a buscar o serviço fora do campos e pagar mais caro por ele.

Segundo Rafaela Marques, membro da diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a comunidade estudantil continua sem saber os rumos que serão tomados, já que o retorno dos servidores ao trabalho depende de negociação com o governo federal.

"Desde o início os alunos se colocaram contra a paralisação, e para dificultar ainda mais nós não estamos recebendo nenhum informe sobre o andamento da manifestação", enfatizou. Por outro lado, a reitoria tenta apressar as negociações em Brasília, para que o trabalho possa voltar ao normal.

O reitor Jonas Filho disse que ainda ontem encaminhou um e-mail ao ministro da educação, Fernando Hadad, expondo suas preocupações e pedindo celeridade nas negociações. Ele, como os demais reitores das universidades do país, aguarda com ansiedade a abertura de um diálogo definitivo entre o movimento de greve e o ministério. "A gente precisa que esse problema seja resolvido o mais rápido possível para que possamos voltar à normalidade", afirmou.

Na ausência do serviço dos trabalhadores em greve, os corredores da Ufac ficam praticamente vazios e os cestos de lixo ficam abarrotados, além da poluição visual, causada por equipamentos como cadeiras e aparelhos de ar-condicionado, que estão virando sucata em alguns corredores. Torcemos e também reivindicamos para que as partes cheguem a um consenso".

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