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Uems discute vagas para negros e índios

Correio do Estado-Campo Grande-MS
Autor: Antonio Viegas
13 de Mai de 2003

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) vai suspender as aulas hoje para discutir a destinação de 20% das vagas para vestibulandos índios e negros na instituição. O benefício é garantido pelas leis 2.589 e 2.605 e, segundo a reitora Leocádia Petry, desde a aprovação tem crescido o interesse dos alunos e professores por um fórum de discussão.
A lei entrou em vigor em dezembro do ano passado e os estudos sobre as novas normas começaram em março último com a criação de uma comissão que já está elaborando uma minuta para apresentar em um fórum geral com as entidades representativas de cada segmento interessado. Esse evento está previsto para ocorrer no final deste mês com a presença do deputado Pedro Kemp, autor do projeto.
De acordo com a reitora, será uma audiência Pública em Dourados para discutir a questão das cotas, na qual deverão participar ainda autoridades de outros Estados, como a reitora da Universidade da Bahia, Ivete Alves do Sacramento, conhecida pela prática na normatização do processo de cotas naquele Estado.
Para a universidade, o grande problema está sendo o número insuficiente de negros e índios para preencher as vagas destinadas a eles. Segundo pesquisas já desenvolvidas pela Uems, o número de índios com ensino médio no Estado não chega a dez por cento das vagas, o mesmo ocorrendo com negros.

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