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10 de Nov de 2025
Txai Suruí, jovem líder indígena brasileira, foi nomeada para integrar o grupo consultivo sobre mudanças climáticas da ONU, sendo a única representante do Brasil no conselho. A nomeação marca um momento significativo para a representatividade indígena em discussões climáticas globais.
Em entrevista à CNN, Suruí destacou a importância histórica da participação dos povos indígenas nas discussões sobre clima, lembrando que essa inclusão é resultado de uma longa luta que começou na ECO-92. "Durante muito tempo, os povos indígenas não faziam parte dessa discussão", afirmou.
Povos indígenas e proteção ambiental
A líder ressaltou o reconhecimento pela ONU dos povos indígenas como os melhores guardiões da floresta. "É possível sim viver em harmonia com a natureza, é possível sim pensar um mundo diferente, onde a gente não precise viver sobre essa insegurança climática", defendeu Suruí.
Mundialmente conhecida por seu discurso na COP26 em Glasgow, Txai Suruí alertou sobre a urgência das mudanças climáticas. Segundo ela, os cientistas, tanto indígenas quanto não indígenas, indicam que possivelmente chegamos ao ponto de não retorno, exigindo ações radicais e efetivas.
A COP30, que será realizada em Belém, é considerada a "COP da implementação". Suruí enfatizou a necessidade de medidas concretas: "Chega de blablablá, agora é a hora de fazer. Se não tivermos ações radicais, efetivas, urgentes, e realmente colocadas em prática, não vamos conseguir superar essa crise".
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