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Tupiniquim negocia terras com Aracruz

A Gazeta (Vitória - ES)
20 de jan de 1981

Após realizarem por conta própria a demarcação de suas terras, o cacique dos indígenas Tupiniquim foi procurado por representantes da empresa Aracruz Celulose para negociar 700 hectares de plantação de eucalipto incluídos na área indígena. A empresa se comprometeu a fornecer, em troca da terra, material para pesca, frigoríficos, sementes, uma escola indígena, merenda escolar diária e um posto de saúde. Porém, o cacique Guarani diz ser contra o acordo e teme a perda de uma área de manguezal e de pecuária durante a demarcação oficial que será realizada em breve pela Funai. Além disso, tanto os Tupiniquim como os Guarani querem que o órgão firme um acordo com o Hospital São Camilo, localizado na cidade de Aracruz, para que os indígenas possam ser internados em caso de doenças.
A notícia também traz informações sobre o debate envolvendo a Funai e o projeto de emancipação dos índios no Brasil. Segundo Pedro Agostinho, da Universidade Federal da Bahia e coordenador da comissão especial de assuntos indigenistas da Associação Brasileira dos Antropólogos, essa é uma tentativa da Funai se furtar à obrigação constitucional de proteger as etnias indígenas contra os interesses econômicos dos grupos dominantes da sociedade nacional.

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