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Três construtoras confirmam interesse por Belo Monte

OESP, Economia, p. B6
10 de Abr de 2010

Três construtoras confirmam interesse por Belo Monte
OAS, Serveng e Queiroz Galvão negociam formação de consórcio para participar do leilão, no dia 20

Renée Pereira

As construtoras OAS e Serveng confirmaram ontem que negociam a formação de um consórcio para disputar a Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Na quinta-feira, a Queiroz Galvão também havia informado que participou da chamada pública feita pela Eletrobrás para formar parcerias com as estatais, mas ainda não fechou a entrada em nenhum consórcio.
Outra empreiteira que também estuda o leilão de Belo Monte é a Mendes Júnior. Mas a empresa destaca que só baterá o martelo sobre o assunto na segunda-feira.
Juntas, essas construtoras podem formar o novo consórcio que o governo tanto quer para garantir competição à disputa pela terceira maior hidrelétrica do mundo, depois que Odebrecht e Camargo Corrêa desistiram do projeto.
Críticas. As duas empresas alegaram que, nas condições atuais, o projeto de Belo Monte não é economicamente viável.
Se confirmado, o grupo (que não tem experiência na construção de mega hidrelétricas) deverá enfrentar pesos pesados do consórcio formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia.
Cada um deles deverá contar com a participação de uma estatal do Grupo Eletrobrás, seja Furnas ou Eletronorte, responsável pelos estudo da usina, de 11.233 megawatts (MW).
Para participar do leilão, marcado para o dia 20, as empresas terão até quarta-feira para registrar a formação do consórcio e depositar as garantias na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O montante será equivalente a 1% do valor do investimento do projeto, calculado em R$ 19 bilhões.

A conta

O valor de Belo Monte gera divergências. O governo Lula fala em R$ 19 bilhões, mas construtoras dizem que custará R$ 30 bilhões

18 mil é o total de empregos diretos que serão criados com a construção da usina, além de 80 mil indiretos

R$ 1,5 bi é o valor da contrapartida ambiental exigida pelo Ibama, que também atende aos índios

OESP, 10/04/2010, Economia, p. B6

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