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Trabalhadores das usinas de Jirau e Santo Antônio entram em greve

O Globo, Economia, p. 29
03 de Abr de 2013

Trabalhadores das usinas de Jirau e Santo Antônio entram em greve
Paralisação é pacífica, com pedido de reajuste de 18% nos salários

Danilo Fariello
danilo.fariello@bsb.ogolobo.com.br

-BRASÍLIA- Os cerca de 25 mil trabalhadores das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, entraram em greve ontem, mas, ao contrário do ocorrido em outros anos - quando houve manifestações violentas com depredação de equipamentos e instalações nos canteiros de obras - o clima foi de relativa tranquilidade, segundo informou Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção filiados à CUT (Conticom).
Em nota, os construtores da usina de Santo Antônio se disseram "surpreendidos" pela paralisação. A Camargo Corrêa, que lidera as obras em Jirau, destacou que as negociações foram antecipadas em 60 dias, justamente "com o propósito de evitar paralisação das atividades, que trazem prejuízos a todas as partes". O consórcio de Santo Antônio, liderado pela Odebrecht, e a Camargo Corrêa também dizem confiar na continuidade dos entendimentos para a retomada imediata das obras.
A Camargo Corrêa solicitou à Justiça do Trabalho a intermediação com dissídio coletivo e o consórcio construtor de Santo Antônio também deverá adotar medida similar. Os trabalhadores pedem reajuste de 18% nos salários e aumento do vale-alimentação para até R$ 400. As empresas oferecerem, em contrapartida, aumento de 10% e vale de R$ 310, segundo o presidente da Conticom.

O Globo, 03/04/2013, Economia, p. 29

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