CB, Cidades, p.24
30 de Nov de 2004
Todos os parques do DF ganharão cercas
Gustavo Tourinho
Da equipe do Correio
Até dezembro de 2006, os 64 parques do Distrito Federal deverão ganhar cercas. Em alguns deles, as antigas proteções serão substituídas. Em outros, o cercamento é novidade. No final das obras, que deve coincidir com o término do mandato do governador Joaquim Roriz, o governo local terá investido R$ 12 milhões para proteger uma área total de 8,5 mil hectares um perímetro de 377 quilômetros. O anúncio foi feito ontem pelo secretário da Administração de Parques e Unidades de Conservação do DF (Comparques), Ênio Dutra.
Segundo o secretário, o material a ser usado nas novas cercas é mais resistente do que o atual. Hoje, aproximadamente 20% das proteções dos parques são depredadas assim que entregues à população. Quando não são as pessoas que destroem, elas sofrem com a ação das chuvas. De acordo com o assessor técnico da Comparques, Juraci Luiz Mendonça, o prazo de validade das novas cercas será de dez anos. O trabalho começou em 19 das 64 áreas, entre elas o Parque da Cidade. Só ali, o Governo do Distrito Federal (GDF) gastará R$ 3,3 milhões para instalar novas cercas em quase 11.500 metros. Além disso, é preciso arrancar os bambus plantados ao longo do alambrado que contorna o parque. A previsão para o término das obras no Parque da Cidade é junho do próximo ano. Simultaneamente, a Comparques realiza uma campanha de educação ambiental. Explicaremos à população que as áreas serão cercadas para que se transformem em locais de visitação pública, com toda a infra-estrutura necessária para recebê-las bem Em alguns parques, o governo terá de retirar invasores. É o caso do Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, onde famílias moram há mais de 30 anos. Antes mesmo de todos os ocupantes serem retirados, iniciaremos a colocação das cercas. Essa é um instrumento de pressão que usaremos contra os invasores. Adolfo Kesselring, ambientalista da ONG Funatura, aprova a iniciativa. Para ele, ao fechar as áreas ambientais, é possível mostrar à população que ali há uma área de preservação. O ambientalista alerta, porém, que antes é preciso fazer estudos detalhados, para ter certeza de que os animais não serão afugentados. A saída seria instalar arame farpado, e não uma cerca que os impeçam de se movimentar. Kesselring teme ainda que, depois de cercados, os parques comecem a ter a entrada cobrada pelo GDF. O secretário Ênio Dutra descarta essa possibilidade. Os parques estão em locais públicos e serão fechados apenas para termos maior controle sobre o que ocorre dentro deles.
CB, 30/11/2004, p. 24
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