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Todo ano a cena se repete...

A Tribuna
12 de set de 2007

Chega o período da seca no cerrado mato-grossense e com ele vem problemas tradicionais: as altas temperaturas, a poeira, a baixa umidade relativa do ar e, inevitavelmente, os focos de calor, as queimadas e os incêndios florestais. Não podemos interferir nas características do clima, mas podemos contribuir que haja menos fonte de fumaça poluindo nossa cidade. Se a situação é tão óbvia, porque o problema dos focos de calor e incêndios continua a persistir ano a ano?

O questionamento é oportuno sempre e a reposta recai na falta de conscientização das pessoas e, principalmente, na falta de rigidez dos órgãos ambientais, que agem com poucos homens na fiscalização, além da falta de punição aos infratores. Com o clima tão seco, por exemplo, ainda é comum ver na periferia da cidade moradores que insistem em atear fogo nas folhas do quintal ou do jardim!!! A situação é tão comum e ninguém toma providência alguma.

Neste mês, a Reserva Indígena Tadarimana novamente foi castigada pelo fogo. No entanto, é inadmissível a repetição de casos de incêndios como os registrados todos os anos nessa reserva indígena. Muitas vezes, por irresponsabilidade total, o fogo perde o controle, se alastra e, por fim, a cidade é encoberta pela fumaça. O pior é que os índios não são responsabilizados. No caso da reserva, vimos este ano a mea-culpa de muitos (Funai, Corpo de Bombeiros, Prefeitura, órgãos ambientais). Ninguém assume a culpa pela situação e, no fim, a população é que sofre.

O descuido e a famosa ponta de cigarro são outros perigos em áreas de vegetação seca e de floresta. Uma mostra disso se observa ao longo das rodovias que cortam a cidade, que insistentemente estão em chamas, espalhando fumaça nas vias e tirando a visibilidade dos motoristas. A somatória de todos esses problemas foi retratada ontem pelo Jornal A TRIBUNA, evidenciando a triste e insuportável situação que todos nós somos obrigados a conviver, em função dos focos das queimadas e incêndios na região.

É preciso mudança de atitude de todos e mais atenção das autoridades e órgãos competentes. Afinal, não podemos aceitar que essa mesma situação se repita em 2008.
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