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TIM Sul divulga acoes socioambientais

GM, Saneamento & Meio Ambiente, p.A11
12 de Mai de 2004

TIM Sul divulga ações socioambientais
Objetivo é nortear diálogo com fornecedores e clientes, prerrogativa que cresce no Brasil. Em 2003, a Tele Celular Sul Participações - TIM Sul - investiu R$ 1,2 milhão em educação e cultura, destinou R$ 912 mil a programas ambientais e R$ 1,4 milhão aos projetos internos de capacitação e desenvolvimento profissional. Os dados fazem parte do Relatório de Responsabilidade Social divulgado ontem pela companhia. A operadora é a primeira do grupo TIM Brasil, cuja controladora é a Telecom Itália, a apresentar o balanço social. "Queremos que o balanço sirva para nortear nossas ações e o diálogo com fornecedores e clientes. Já percebe-se que os consumidores estão, cada vez mais, preocupados em dar preferência aos produtos de empresas que adotam medidas de responsabilidade social. Embora seja mais comum na Europa, esse processo também está crescendo no Brasil", destacou Álvaro Moraes, presidente da TIM Sul. A empresa atua no Paraná, em Santa Catarina e na região de Pelotas, no Rio Grande do Sul.Durante a apresentação do balanço social, Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, uma das entidades que recebem apoio da TIM Sul, fez uma palestra convocando os empresários a participarem mais de programas sociais. "O Brasil para melhorar só precisa fazer coisas simples em larga escala", disse ontem. A TIM Sul fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 32,4 milhões, 13% superior ao do mesmo período do ano passado. A companhia registrou crescimento de 25% na sua base de clientes com telefones celulares de tecnologia GSM e TDMA, chegando ao final de março com 2,19 milhões de usuários. Simpósio A participação maciça do empresariado nacional e estrangeiro instalado no Brasil no III Simpósio de Responsabilidade Social Empresarial nas Américas, que terminou ontem, no Rio, evidencia o crescente interesse dos executivos pela matéria, acompanhando tendência mundial. A avaliação é dos organizadores do evento. O vice-presidente da Associação Regional de Companhias de Petróleo e Gás da América Latina e do Caribe (Arpel), entidade promotora do encontro, Izeusse Dias Braga Júnior, destacou a importância das polêmicas levantadas para "acender luzes" ao debate. Uma questão que tem motivado discussão é o esforço das empresas para definir o que é responsabilidade social corporativa, uma vez que umas enfocam a questão social e outras priorizam a esfera ambiental. Braga Júnior ressaltou a necessidade de que esse esforço seja integrado, para que as ações sejam simultâneas e possam gerar resultados positivos para as empresas e comunidades. "Não adianta investir para respeitar o meio ambiente numa determinada comunidade, se essa mesma comunidade não tem as mínimas condições de sobrevivência no campo social", afirmou. O presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Fernando Almeida, mencionou a esse respeito o exemplo da comunidade carente de São Raimundo Nonato, no Parque Nacional serra da Capivara, localizado no interior do Piauí, que explorava a floresta à sua volta. A partir da implantação de um projeto de responsabilidade social, a população começou a produzir vasos com o barro local e reproduzindo as pinturas rupestres que caracterizam a região. Um financiamento permitiu que o projeto utilizasse a energia do gás, em substituição à madeira, dando início a um processo de desenvolvimento sustentável no local. kicker: No Rio, empresários discutiram como integrar companhias e comunidades (JB Online e Agência Brasil)
GM, 12/05/2004, p. A11

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