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25 de Jun de 2008
O prefeito Laerte Tetila lançou oficialmente ontem o Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial, durante solenidade no auditório José Cerveira, na sede da Prefeitura. O Fórum tem como proposta ser um espaço de diálogo, apoio, formulação e fiscalização das instituições educacionais quanto ao cumprimento das leis 10.639/03 e 11.645/08, que tratam da obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino.
Durante o lançamento, Tetila disse que o preconceito nada mais é do que um gesto de hostilidade perante a vida. "Ninguém deve sofrer abusos ou suportar humilhações por ter cor da pele, gênero, língua ou etnia específica. Todas as culturas têm elementos riquíssimos, que devem ser respeitados", disse o prefeito.
Tetila disse, ainda, que o preconceito fere, humilha, segrega, deprime, ridiculariza e destrói, provocando fuga para drogas, bebida, violência e suicídio. "Ninguém quer ser oprimido. Por isto, a escola deve ser uma fábrica de sonhos, para que os alunos tenham consciência da importância de valorizar as diferenças", acrescentou, ao lembrar que Dourados saiu do "Portal do inferno" para a Cidade Educadora.
Durante seu discurso, o secretário de Governo, Raul Lídio Verão, disse que há muitos avanços e desafios pela frente e que o Fórum será uma forma de discutir a formação de consciência para mudar a realidade. "A sociedade ainda discrimina e é preconceituosa; o preconceito existe pela ignorância das pessoas, o que pode ser revertido dentro da sala de aula", avaliou.
A superintendente de Educação e Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Eliane Souza de Carvalho, disse que as escolas já têm feito um trabalho para garantir a aplicação da lei e mudar a realidade a partir do trabalho em sala de aula. "Somente a formação leva à igualdade", disse ela.
Thedorora de Souza, que representou o movimento indígena, disse que os índios passam por um processo de exclusão há mais de 500 anos e que a educação deve ser sempre para a humanização, nunca para a competição.
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