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Terra Manchineri é invadida e índios suspeitam do narcotráfico

A Gazeta-Rio Branco-AC
Autor: PAULO SÉRGIO TEIXEIRA
25 de jul de 2002

A comunidade indígena do Mamoadate - etnia Manchineri - (município de Sena Madureura), distante 142 quilômetros de Rio Branco, foi surpreendida na manhã de terça-feira com uma clareira de pelo menos 50m² em sua reserva. As lideranças indígenas do local, ao informar o fato à União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI), afirmaram acreditar que a pequena clareira encontrada no Mamoadate - 730 habitantes - seria usada como base para o tráfico de drogas ou para a retirada clandestina de madeira. O local invadido é área de fronteira Brasil/Peru.

O vice-coordenador da UNI, o Kaxinawá Manoel Gomes, revelou que as lideranças Manchineri encontraram na área desmatada várias cápsulas usadas em armas de fogo detonadas - calibre 16 - e utensílios comumente usados em acampamentos. Segundo Manoel Kaxinawá, além dos objetos encontrados, que servirão como peças de investigação por parte da Polícia Federal, indígenas do local chegaram a ver um homem, que, ao ser notado, sumiu na mata.

Após tomar conhecimento do fato, a UNI, através de sua coordenação, oficiou todo o acontecido à Fundação Nacional do Índio (Funai) que garantiu tomar todas as providências. "Graças ao sistema de radiofonia que implantamos em todas as comunidades indígenas do Acre e do Sul do Amazonas podemos agilizar as tomadas de providências quanto a esses problemas. Há alguns dias aconteceu outro problema de invasão em nossas áreas indígenas. Dessa vez foi em Tarauacá, mais precisamente na Praia do Carapanã, onde vive uma parte do povo Kaxinawá. Lá, um homem realizava a caça predatória, denunciamos o fato às autoridades e tudo ficou sanado", disse Manoel Kaxinawá.

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