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TBG faz levantamento de sítios arqueológicos

GM, Energia & Saneamento, p. C4
04 de mai de 2005

TBG faz levantamento de sítios arqueológicos

Uma caverna com vestígios de ter sido habitada há 5.500 anos. Restos de um cemitério indígena de 600 anos, identificado como pertencente aos índios caingangue. Estes são dois exemplos de descobertas feitas no programa desenvolvido pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), considerado pela Sociedade de Arqueologia Brasileira como o mais extenso levantamento arqueológico feito no País.
As obras do gasoduto, de 3.150 quilômetros, sendo 2.593 em território nacional, duraram quatro anos e receberam investimentos da ordem de US$ 1,7 bilhões. Desse total, US$ 30 milhões corresponderam a ações socioambientais, onde se inclui o trabalho arqueológico desenvolvido em todo o trecho brasileiro. No trajeto, que corta os estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o gasoduto atravessa regiões pouco exploradas ou conhecidas pelos arqueológos.
Somente no Mato Grosso do Sul foram encontrados 150 sítios arqueológicos. Próximo a Corumbá, por exemplo, os pesquisadores acharam sítios de gravuras rupestres com grande quantidade de figuras esculpidas em lajedos horizontais de minério de ferro. No município de Três Lagoas, próximo à divisa com São Paulo, há indicadores da presença de áreas indígenas de dimensões consideráveis, como uma antiga aldeia com material cerâmico guarani.
O resultado dos estudos, desenvolvidos por 20 pesquisadores durante seis anos, estão reunidos na publicação O Programa de Salvamento Arqueológico do Gasoduto Brasil-Bolívia. Com tiragem de cinco mil exemplares, em português e inglês, a obra será cedida a universidades, bibliotecas públicas e instituições de pesquisa.
De acordo com o presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Gilson Rodolfo Martins, que coordenou o programa na região do Mato Grosso do Sul, o programa teve grande relevância para a arqueologia no País. "Os recursos aplicados no projeto possibilitaram a melhoria da estrutura da pesquisa arqueológica realizada na nossa instituição, o laboratório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e também nos permitiram vencer o desafio de treinar nossos profissionais."

GM, 04/05/2005, Energia & Saneamento, p. C4

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