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Autor: Renata Mariz
21 de Set de 2017
A taxa de mortalidade por suicídio entre indígenas é quase o triplo da média nacional. Enquanto o Brasil registra 5,7 óbitos a cada 100 mil habitantes, o índice é de 15,2 na população indígena. E 44,8% das mortes ocorrem na faixa etária de 10 a 19 anos, ao contrário do panorama geral, em que os adultos de 20 a 39 anos respondem pela maior proporção dos registros.
Lívia Vitenti, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, aponta que, embora o suicídio seja um fenômeno multifatorial, questões relacionadas à disputa por território têm impacto ainda que indiretamente em determinadas etnias. O povo guarani-kaiowá é um dos mais atingidos, segundo ela:
- É uma população que ficou confinada em um território muito pequeno e que vive um problema fundiário constante, o que leva a desavenças, alcoolismo e desestrutura.
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Além dos guarani-kaiowás, os tikunas e os carajás são apontados como etnias com taxas mais elevadas de suicídios. O fenômeno não é exclusividade do Brasil. Para todos os países com dados, os indígenas aparecem com os índices preocupantes, afirma Lívia. A particularidade do Brasil está nas dificuldades para prestar assistência.
- A terra indígena às vezes é muito longe, faltam também profissionais prepararados para lidar com tema nesse contexto. Nós estamos capacitando as pessoas e indo aos territórios mapeados para preparar ações mais focadas - diz Lívia.
https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/taxa-de-suicidio-entre-indigen…
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