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Tamar usa satelite para pesquisar rota de tartarugas

OESP, Vida e Ambiente, p.A22
19 de Fev de 2005

Tamar usa satélite para pesquisar rota de tartarugas
Idéia é determinar deslocamentos antes e depois da reprodução de cinco espécies

SALVADOR - As tartarugas marinhas terão as rotas migratórias monitoradas por satélite. O programa de instalação de transmissores nas fêmeas da tartaruga-de-pente que desovam na costa do Brasil foi iniciado na segunda-feira pelos técnicos do Projeto Tamar, ONG científica com base na Praia do Forte, litoral norte da Bahia, que trabalha pela preservação das tartarugas há décadas.
A idéia é acompanhar a espécie e determinar seu comportamento no período de reprodução dentro do Programa de Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite, iniciativa do Tamar com o Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes). O projeto tem a colaboração do pesquisador americano Jack Frazier, que está na Bahia treinando os técnicos do Tamar.

Conforme a presidente da Fundação Pró-Tamar, a oceanóloga Neca Marcovaldi, "a proposta é investigar os deslocamentos reprodutivos e pós-reprodutivos das tartarugas no litoral, por meio da utilização de transmissores integrados ao sistema Argos de monitoramento por satélite". Com os dados coletados pelos transmissores, será possível, entre outras coisas, analisar o padrão de migração das tartarugas após a temporada de desova (que no continente ocorre entre setembro e março).

Depois da experiência com a tartaruga-de-pente, a partir de setembro, o projeto se estenderá para as outras quatro espécies que desovam no litoral brasileiro: cabeçuda, oliva, verde e de couro. "A intenção é abranger ainda as bases do Tamar em Sergipe, Rio e Espírito Santo, cujas praias também são usadas pelas tartarugas para reprodução", diz Neca.

OESP, 19/02/2005, Vida e Ambiente, p.A22

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