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SP pode ter usina de biodiesel da Petrobrás

OESP, Economia, p. B11
26 de Mai de 2006

SP pode ter usina de biodiesel da Petrobrás
Estatal quer acelerar produção do combustível, estuda investir mais de US$ 20 milhões em Araraquara e tem planos para Rio Grande do Sul

Gustavo Porto, Irany Tereza

A Petrobrás estuda investir mais de US$ 20 milhões na construção de uma usina de refino de biodiesel de 100 mil toneladas por ano e de pelo menos três esmagadoras de grãos para a produção de óleo no Estado de São Paulo, informou ontem o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT). Também ontem, a estatal anunciou que firmará, hoje e amanhã, protocolo de intenções com duas cooperativas gaúchas para estudar a viabilidade de instalação de usinas de biodiesel no Rio Grande do Sul.

Os esforços da Petrobrás para acelerar a produção do combustível alternativo integram o programa para garantir a necessidade de adição de 2% do biocombustível ao diesel mineral a partir de 2008. Em 2013, a fórmula muda, com a mistura de 5% de biodiesel. O financiamento para as obras em São Paulo, segundo o prefeito petista, será feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tanto as esmagadoras quanto o cultivo de grãos ficariam sob responsabilidade de pequenos produtores e trabalhadores rurais assentados.

A intenção de fazer o empreendimento foi divulgada em reunião nesta semana entre representantes da estatal, do BNDES, de trabalhadores rurais, do Incra e do MST. A Petrobrás manifestou o interesse de construir a usina em Araraquara (SP). O prefeito da cidade também participou do encontro.

A cidade teria a preferência para a obra por estar na região central do Estado de São Paulo, o que facilitaria a logística para a recepção do óleo vegetal e para o escoamento do biodiesel após o refino. Além disso, há a questão política, já que Edinho Silva governa pela segunda vez uma das maiores cidades paulistas comandadas pelo PT.

A proposta prevê que as esmagadoras do óleo fiquem espalhadas pelo Estado, prioritariamente em regiões com alto índice de assentados, como o Pontal do Paranapanema, e que a matéria-prima para o óleo e o biodiesel seja o girassol. Pelos cálculos iniciais, seriam beneficiados 13 mil assentados, sem contar os pequenos produtores rurais.

"A prioridade é o assentado, mas o projeto está voltado para a agricultura familiar e temos um volume grande de pequenas propriedades", informou Edinho. A proposta será analisada por técnicos da Petrobrás e do BNDES para a elaboração de um projeto.

RIO GRANDE DO SUL
Hoje, o diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer, estará em Palmeira das Missões para assinar convênio com a Cooperativa Mista de Produção, Industrialização e Comercialização de Biocombustíveis do Brasil (Cooperbio). A cooperativa atende 30 mil famílias de pequenos agricultores estabelecidos em 63 municípios do noroeste do Rio Grande do Sul.

Amanhã, a cerimônia será em Bagé e o protocolo será firmado com a Cooperativa de Biocombustíveis da Região do Pampa Gaúcho (Biopampa), que atende 20 mil famílias de agricultores em 43 cidades do sul do Estado.

OESP, 26/05/2006, Economia, p. B11

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