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SP pode lucrar com sobras de árvores

OESP, Metrópole, p. C6
16 de Abr de 2008

SP pode lucrar com sobras de árvores
Camara aprovou projeto que cria programa de reaproveitamento

Daniel Gonzales

Milhares de toneladas de madeira e folhas que sobram depois da poda de árvores, que hoje são atiradas em aterros sanitários para apodrecer, poderão ter um destino mais nobre e ainda render dinheiro para a capital paulista. A Câmara Municipal aprovou um projeto que cria o Programa de Aproveitamento de Madeiras de Podas de Árvores (Pampa). Uma máquina capaz de moer os restos, para que depois eles sejam transformados em carvão e forragem e compensado, já é testada na Subprefeitura de Santo Amaro (zona sul), em um projeto-piloto.

A Câmara também aprovou um projeto prevendo o aproveitamento dos galhos, para reduzir o desmatamento na cidade e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Processados, os restos de podas não despejarão mais na atmosfera paulistana gases como o dióxido de carbono. A Prefeitura estima que recolhe de 3,5 mil a 4 mil toneladas de resíduos de podas todos os meses. O volume anual, cerca de 50 mil toneladas, enche cerca de 5 mil caminhões. Tudo acaba se decompondo nos aterros sanitários.

O JT acompanhou os testes do equipamento, de tecnologia nacional, com exclusividade. A máquina consegue moer desde folhas a grandes pedaços de troncos de madeira. É possível configurar o equipamento para o produto obtido ter consistência mais fina - servindo como adubo ou forragem para animais, etc - ou mais grossa. Neste caso, passa por outra máquina e é prensado, dando origem ao bricket, tipo de carvão que, na Europa, é normalmente utilizado em lareiras.

Em São Paulo, de acordo com o vereador Gilberto Natalini (PSDB), autor do projeto, o material poderá ser aproveitado em churrascarias, padarias, pizzarias e fornos de cerâmicas. "O carvão obtido tem um poder de queima cinco vezes maior do que o comum."

A Prefeitura não poderá vender os produtos, mas o projeto autoriza o governo municipal a repassá-los para ONGs. Nesse caso, a renda obtida seria revertida para programas sociais.

OESP, 16/04/2008, Metrópole, p. C6

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