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SP descarta apoio da União para obra do Rodoanel

JT, Cidade, p. A12
06 de Mai de 2004

SP descarta apoio da União para obra do Rodoanel
Secretário de Transportes diz que 'Brasília não tem fôlego, ou vontade, de participar do projeto'

O governo de São Paulo desistiu de ter a União como parceira para a construção do trecho sul do Rodoanel e já avalia outras formas de financiar a obra, que não incluam a participação, nem da União e nem do município. O projeto está orçado em R$ 2 bilhões.
Segundo o secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, a decisão foi tomada porque Brasília "dá mostras de que não tem fôlego, ou vontade, de participar do empreendimento". "Além disso, a Prefeitura, que deveria ter participado da construção da linha Oeste, simplesmente não participou." De acordo com o secretário, a União ficou incumbida de financiar cerca de 30% da obra da Linha Oeste, mas não cumpriu com as obrigações.
Ele reclamou publicamente do governo federal, aproveitando a presença do ministro Alfredo Nascimento (Transportes) no local, e afirmou que a União ainda não pagou ao Estado cerca de R$ 25 milhões devidos em 2002. Em relação aos R$ 26 milhões de 2003, disse que "foram simplesmente cortados do orçamento". E alfinetou: "Não se trata mais de termos ou não expectativa sobre a participação da União na obra, mas do cumprimento de uma obrigação que havia sido assumida anteriormente. E cumprir com a obrigação é o mínimo que se espera de um parceiro".
Ao excluir os governos federal e municipal do financiamento do trecho sul do Rodoanel, o Estado vai recorrer ao setor privado, possivelmente por meio de Parcerias Público-Privadas estaduais, cujo projeto tramita na Assembléia. O secretário afirmou que dos R$ 2 bilhões orçados para a obra, cerca de 25% se referem a passivos ambientais.

Um novo estudo de impacto ambiental

A Secretaria Estadual dos Transportes vai apresentar este mês um novo Estudo de Impacto Ambiental para o trecho sul do Rodoanel. Alternativas ao traçado original estão sendo discutidas com prefeituras, ambientalistas e arquitetos - só em Mauá, há sete opções. Entre elas, a construção de uma saída para a Avenida Papa João 23, em Mauá, que se ligaria à Avenida Jacu-Pêssego, cuja ampliação está nos planos da Prefeitura e dá acesso às Rodovias Ayrton Senna e Dutra. "O uso da Papa João 23 e Jacu-Pêssego seria uma alternativa aos motoristas, enquanto o trecho leste não sai", disse o secretário-adjunto dos Transportes, Paulo Tromboni.

JT, 06/05/2004, Cidade, p. A12

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