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Sodiur receberá recurso superior a R$ 1,5 milhão

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Carvílio Pires
05 de Fev de 2006

Um convênio no valor global de R$ 1,5 milhão beneficiará comunidades indígenas da área Raposa Serra do Sol. O documento já foi assinado pelo Governo Federal e amanhã pelo Governo do Estado, durante a assembléia da Sodiur, na maloca do Contão. Para tanto, estará aqui o diretor de assistência e projetos da Funai, Slowack.
O coordenador do Comitê Gestor da Presidência da República em Roraima, José Nagib Silva Lima, representará a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Conforme ele, o recurso foi viabilizado a partir do entendimento que é necessário desenvolver o setor produtivo nas comunidades indígenas.
O dinheiro deve ser aplicado na construção de viveiro de mudas frutíferas, compra de motor e equipamentos para canalização de água, plantios de feijão e mandioca e instalação de pisciculturas, visando evitar o êxodo rural e promover a sustentabilidade, segundo reivindicação das comunidades beneficiadas. São elas: Raposa, Napoleão e Juazeiro (Normandia); Contão, São Jorge e Táxi II (Pacaraima) e Maracanã, Flexal, Ticoça e Camararém (Uiramutã).
SODIUR - O presidente da entidade representativa dos índios, José Novaes Pereira da Silva, disse que o convênio será celebrado entre a Funai, o Governo do Estado e a Sodiur. O valor é composto de R$ 1,350 milhão da Funai e a contrapartida do Estado de R$ 205 mil, perfazendo o montante de R$ 1,555 milhão.
A Sodiur se posicionou contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, da forma como foi feita pelo Governo Federal. Novaes disse que esse dinheiro não ameniza a insatisfação de seu povo. Argumenta que o projeto foi apresentado para impedir que as comunidades da região ficassem ainda mais isoladas.
"É preciso esclarecer que este convênio não basta. Vamos apresentar outras propostas, uma visando a construção da Hidrelétrica de Cotingo, outra para desenvolver o setor agropecuário. Todas serão debatidas durante a nossa assembléia. A região está em situação caótica. Estradas e pontes estão se deteriorando e a educação passa por momento delicado. Se a demarcação foi para melhorar a situação dos índios, na assembléia nós vamos mostrar a nossa insatisfação ao Governo Federal", declarou José Novaes. (C.P)

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