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Só dois consórcios entram no leilão de usina no Madeira

OESP, Economia, p. B11
13 de Mai de 2008

Só dois consórcios entram no leilão de usina no Madeira
Liderados por Furnas e Odebrecht e pela franco-belga Suez, grupos vão disputar Hidrelétrica Jirau, no dia 19

Leonardo Goy e Renée Pereira

Como já era esperado no mercado, apenas dois consórcios se inscreveram para participar do leilão da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), a ser realizado segunda-feira.

O prazo para apresentação de documentos foi aberto ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), às 10 horas, e se encerrou às 17 horas. Não houve surpresas, apresentando-se os grupos liderados por Furnas e pela construtora Odebrecht, de um lado, e pela empresa franco-belga Suez e Camargo Corrêa, do outro.

A Odebrecht e a estatal Furnas se associaram aos mesmos parceiros com os quais venceram, no ano passado, a licitação da Usina de Santo Antônio, também no Rio Madeira.

Assim, o consórcio Jirau Energia será formado por Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura (17,6%), Construtora Norberto Odebrecht (l%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Cemig Geração e Transmissão (10%), Furnas (39%) e Fundo de Investimento e Participações Amazônia Energia II (Bancos Santander e Banif), com 20%.

O outro grupo, batizado de Consórcio Energia Sustentável do Brasil, é formado pela Suez Energy (50,1%), Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura (9,9%), Eletrosul e Chesf, cada uma com 20%.

Para confirmar a participação no leilão, os consórcios inscritos precisam entregar amanhã, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, as garantias, que correspondem a 1% do valor do investimento, o equivalente a R$ 87 milhões. Vencerá a licitação o consórcio que se oferecer para construir e operar Jirau cobrando a menor tarifa de energia das distribuidoras.

O governo fixou um preço-teto de R$ 91 por megawatt/hora (MWh). Na tarde de ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, havia dito que espera uma forte competição por Jirau. "Esperamos que a competição seja a mais acirrada possível", declarou.

Jirau terá a capacidade instalada para produzir de 3.300 megawatts (MW). Sua construção deverá exigir investimentos de R$ 8,7 bilhões. Segundo a Aneel, 32 distribuidoras de energia se inscreveram para comprar a energia que será produzida pela hidrelétrica.

De acordo com o cronograma, a expectativa é de que a usina comece a operar em 2013, quando vão entrar em funcionamento as três primeiras turbinas, de um total de 44. A construção demorará 7,5 anos para ser concluída, mas tudo dependerá da liberação das licenças de instalação e operação da hidrelétrica.

O País conta com a energia de Santo Antônio e Jirau para escapar de um novo racionamento nos próximos anos.

OESP, 13/05/2008, Economia, p. B11

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