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Autor: Carmen Ziebell
07 de Abr de 2013
A Administração do Rio Grande está empenhada em conseguir o cadastro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Verde no Sistema Estadual de Unidades de Conservação (Seuc). Se essa proposta for concretizada, o Município passará a ter sua primeira Unidade de Conservação formalizada nesse sistema. Isso o habilitará a receber recursos provenientes de compensações ambientais de empreendimentos que se instalam na região, como os do Polo Naval.
Conforme a secretária municipal de Meio Ambiente, Miriam Balestro, ao assumir essa pasta, ela solicitou ao presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Carlos Fernando Niedersberg, uma nova vistoria na APA da Lagoa Verde, objetivando a inclusão dela no Seuc. Há quatro anos foi feita uma vistoria no local, sem resultado positivo.
Desta vez, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) fez uma visita prévia à área, identificando os principais pontos de preservação. Também convidou o professor Paulo Roberto Tagliani, da Furg, para participar da vistoria da Fepam e explicar aos integrantes desta as características da APA.
"Essa área tem uma riqueza de recursos hídricos, de ecossistemas como um todo, e queremos preservá-la e estimular o ecoturismo e a educação ambiental com visitas orientadas e instalação de mirantes, entre outras iniciativas", contou Miriam Balestro. A SMMA já tem projeto neste sentido. O resultado da vistoria da Fepam deve sair dentro de três meses.
Prioridades
Segundo a secretária, paralelamente, o Município está criando o Sistema Municipal de Unidades de Conservação Ambiental, que englobará as áreas de relevante interesse ambiental, em consonância com o disposto no Plano Ambiental Municipal. A pasta já tem uma agenda de visitação a áreas a serem incluídas no sistema municipal, objetivando posterior pedido de reconhecimento. Entre esses lugares, está a Ilha da Torotama. Esta é uma das prioridades da SMMA neste momento. "Estamos concentrando esforços no reconhecimento das áreas e em criar e implementar o sistema municipal", observou.
Outra prioridade é o projeto de arborização e poda, que abrange a criação, preservação, manutenção e recuperação de áreas verdes, parques e vias públicas, degradadas ou não, que considerem os aspectos ambientais, paisagísticos e sociais do Município. "A Prefeitura, inclusive, tem um Grupo de Trabalho, intersecretarias, tratando desta questão", acrescentou a secretária. O projeto também abrangerá a construção e revitalização de parques, vias públicas e áreas verdes, inclusive no que diz respeito ao manejo adequado de corte e poda. E, ainda, a cooperação na manutenção e expansão dos viveiros e hortos florestais municipais.
Miriam Balestro disse que Rio Grande tem quantidade de árvores por habitante inferior aos padrões estipulados e é preciso recompor este patrimônio ambiental no Município.
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