OESP, Vida, p. A15
06 de Set de 2011
Smithsonian lança versão 2.0 da Enciclopédia da Vida
Projeto, que reúne 176 centros científicos, é uma espécie de Wikipédia da natureza controlada por especialistas
WASHINGTON
A versão 2.0 da Enciclopédia da Vida foi publicada ontem na internet, com 700 mil páginas de informações. Patrocinado pelo Instituto Smithsonian em Washington, o projeto conta com a participação de 176 centros científicos de investigação de todo o mundo. É uma espécie de Wikipédia da natureza, mas controlada por especialistas. O endereço é www.eol.org.
"É o maior esforço conjunto para reunir todas as espécies no mesmo local", afirmou Erick Mata, diretor executivo da Enciclopédia da Vida (EOL, na sigla em inglês). A ideia, conta ele, é que a obra ajude a conscientizar as pessoas sobre a importância da conservação das espécies.
A nova página tem 20 vezes mais informações do que a primeira versão, de 2008. Segundo Mata, o site deverá chegar a 1,9 milhão de links - um para cada espécie conhecida pela ciência.
A página, que reúne estudantes, educadores, conservacionistas e investigadores de todo o mundo em tempo real, "dá ao público uma nova maneira de aprender com a reunião de conhecimentos de uma maneira colaborativa, para explorar a complexidade dinâmica da biodiversidade", conta Mata.
A principal novidade desta versão é a possibilidade de esboçar conteúdos ao gosto do internauta. "Se alguém no Equador ou na Costa Rica está interessado na observação de aves, podem ser criadas comunidades segundo um tema de trabalho com esse espírito de colaboração, e a esse grupo poderão se unir pessoas que compartilham os mesmos interesses", disse Mata.
Funcionamento. Os usuários podem criar e compartilhar coleções pessoais de fotos, informações, vídeos e sons, além de comentários, perguntas e estudos com pessoas que tenham os mesmos interesses.
Uma equipe de cientistas examina cuidadosamente a informação inserida na página da internet, colocando nela um selo de qualidade quando confirmam que os dados estão corretos. As informações que não foram revistas também aparecem na página, mas sem esse selo. E é com base nesse selo que o usuário pode utilizar uma informação como uma fonte avalizada.
Apenas em 2010, a EOL recebeu 2,8 milhões de visitas de dez países, entre eles EUA, Inglaterra, Espanha, França e Alemanha, cifra que deve se multiplicar com a nova versão, que inclui novos idiomas (espanhol e árabe).
Para Mata, o projeto abre uma porta para os países em desenvolvimento, onde o acesso a informações científicas costuma ser mais difícil. "Precisamos conservar a biodiversidade porque há espécies que estamos perdendo antes de conhecê-las."
Volume
35 milhões de documentos foram digitalizados e agrupados na chamada Biblioteca da Biodiversidade, entre eles 330 volumes da biblioteca de Charles Darwin
OESP, 06/09/2011, Vida, p. A15
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