O Popular-Goiânia-GO
24 de Jul de 2002
Ao discursar na cerimônia em que foram entregues as duas primeiras aeronaves com radares de sensoriamento que vão atuar no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), o presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta quarta-feira o tenente-brigadeiro Marcos Antônio Oliveira, chefe do Estado Maior da Aeronáutica, O evento foi realizado na Base Aérea de Anápolis, em Goiás.
O tenente-brigadeiro Oliveira foi acusado de repassar informações para o governo dos Estados Unidos, em 1994, favorecendo a Raytheon, empresa americana que venceu a concorrência para fornecer equipamentos ao Sivam.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, documentos do governo americano revelam que, semanas antes de o governo brasileiro anunciar a empresa vencedora da concorrência, a Casa Branca recebeu informações do serviço de inteligência avisando que a proposta da Raytheon estava em desvantagem em relação à empresa francesa. Foi feita então uma manobra que garantiu à empresa americana ser a selecionada.
- Vi de perto os momentos de grande dificuldade por que passou o brigadeiro. Momentos de intriga e de infâmias. Mas, ele se manteve altivo e atento, respondendo com dignidade - disse Fernando Henrique.
O comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista, também defendeu o tenente-brigadeiro Oliveira. Ele disse que Oliveira foi um dos responsáveis pela concretização do Sivam. Em seu discurso, o comandante da Aeronáutica se referiu ao ex-ministro da Aeronáutica Mauro Gandra, que perdeu o cargo após as denúncias de irregularidade no Sivam
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